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A
fé, a partilha e o dízimo
A fé é o fundamento da esperança; é uma certeza a respeito do
que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos
antepassados. Pela fé, reconhecemos que o mundo foi formado pela
Palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível
(Hb 11,1-3).
A fé é meio indispensável para nos relacionarmos com a Salvação
de Jesus. Certamente só Jesus Salva, mas o meio pelo qual a salvação
chega a nós é a "FÉ" (At 10,43; Rm 5,1-2).
Esta fé, "um dom de Deus", é a força e alimento na
caminhada do homem. Assim, cuida de si, das coisas de Deus e do
seu plano. Com a fé, crê-se, acredita e confia nas obras do
Reino.
O plano do Reino se alicerça da fé, do crer, se doar, do amor e
da partilha. Por isso, confiantes em Deus é infinitamente
gratificante saber que Ele nos recebe, recebe nosso amor e nossa
partilha. Pela partilha, acolhe o dízimo como um presente que o
agrada e o deixa feliz; a exemplo da oferta da viúva (Lc 21,1-4).
- O dízimo é a devolução a Deus, daquilo que já é de Deus.
- O dizimo não é imposto, taxa, pagamento, contribuição,
porque ele não precisa; Não é resto do que sobra que
oferecemos, mas nosso dízimo é exatamente a resposta da fé, do
amor, obediência e reconhecimento; pois tudo o que somos e que
temos, vem D’Ele.
- O dízimo é uma atitude de fé. É consciência de que uma
parte dos nossos rendimentos é de Deus e, conseqüentemente da
comunidade. Por isso, ele é devolvido para manutenção da Paróquia,
sustento do culto, sacerdotes, bispos, seminários, das missões e
da ação social da Igreja.
- O dizimo significa o exercício da fé. Mas, só haverá
compreensão do seu verdadeiro espírito e sentido, quando
acontecer de forma pessoal uma experiência profunda, diante da
essência e o mistério do Criador, quanto a "partilha".
A partilha é uma resposta de amor á Palavra de Deus. É um
caminho que direciona o homem a experiência do dizimo.
Além da sua devolução; seria necessário que cada um entendesse
profundamente esses ideais de Deus: "reinar partilha e
igualdade no seio do povo e na Igreja". Esse é o projeto e
propósito de Deus, para a humanidade e sua Igreja.
O segredo da partilha esta na fé, na obediência da Palavra de
Deus, e no desejo de se ver um mundo renovado, um povo, uma
comunidade, uma Igreja, viva e alegre (At 2,42-47; At 4,32-35;
ITim 6,17-19).
Se nosso coração ainda não se abriu de verdade na DEVOLUÇÃO
DO DIZIMO é preciso pedir fé e sabedoria que vem d’Ele.
- É preciso pedir fé total, sem reservas, que penetre no coração,
no pensamento, na maneira de julgar as coisas divinas e humanas.
- É preciso pedir uma fé que seja forte, que não tema os
problemas, a oposição daqueles que contestam, a atacam, a
recusam e a negam. Mas, que nossa fé resista do desgaste, da
critica, que ultrapasse as dificuldades espirituais e temporais,
permanecendo constantemente firme no Senhor Jesus.
Enfim, só entenderemos o valor e a dimensão da partilha "do
dízimo"; quando nossa fé for viva, alegre, autêntica,
atuante, envolvida da caridade, justiça, humildade, paz, dócil
à Palavra de Deus e alimento da nossa esperança.
Diante do contexto da fé, que o dízimo possa nos educar mais ao
amor, a misericórdia, justiça e ao plano da partilha. Seremos
assim mais generosos e Deus será mais generoso conosco.
Com a proteção de Deus, as bênçãos de Jesus, iluminados pelo
Espírito Santo; seremos um só povo (Jo 17,21); para o bem do próprio
povo; pois o dizimo que devolvemos a Deus, doamos a nós mesmos
"o povo amado e querido de Deus".
Que assim seja, hoje e sempre. Amém!
Paróquia Santa Luzia - Votuporanga/SP
Texto utilizado para evangelização pela Pastoral do Dízimo -
Rubens
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