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Judas Iscariotes , o Apóstolo da traição ( ~ 0 a 33 dc)
Um dos 12 apóstolos
de Jesus Cristo, nascido em Kerioth, localidade da Judéia, foi o que traiu
Cristo e cuja traição deu origem a expressão beijo de Judas que passou a
significar a traição. Único que não era galileu, dizem as tradições que
foi um dos primeiros a juntar-se a Cristo e talvez por isso e por ser um dos
poucos instruídos, tomou-se o tesoureiro dos Apóstolos, ou seja, foi designado
para cuidar do dinheiro comum, e que, por causa de seu amor ao dinheiro, também
foi enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a
troco de 30 moedas de prata, que naquele tempo correspondia ao preço de um
escravo, prometendo que só o prenderiam durante as festividades da Páscoa
Judaica. Depois da última ceia, Jesus foi orar com os apóstolos no jardim de
Getsêmani. Aproximava-se da meia-noite, quando por entre os arvoredos do Getsêmani,
ele chegou acompanhado por um destacamento da guarda romana e grande multidão
de pessoas, com espadas, paus, lanternas e archotes, vindos por ordem do Sumo
Sacerdote José Ben Caifás, para prender Jesus. O traidor conhecia muito bem os
lugares onde O Salvador gostava de ficar e foi fácil localizá-lo. Conforme o
combinado, em troca de trinta moedas de prata, identificou-o para os soldados
romanos, beijando-o e chamando-o de mestre. Imediatamente preso os soldados
levaram Jesus para a casa de Caifás, onde também se encontrava Anás, seu
sogro e diversos outros sacerdotes. Lá mesmo, improvisaram uma sessão
extraordinária do Conselho, o que habitualmente era realizado pela manhã no
Templo, com a presença de todos os membros. Conta Mateus (27:3-10), que ele se
arrependeu amargamente depois que viu a crucificação de Jesus, jogou as 30
moedas aos pés dos sacerdotes e em seguida, dominado pelo remorso, suicidou-se
enforcando-se numa figueira. Também segundo a tradição, os sacerdotes pegaram
o dinheiro e compraram um terreno para servir de cemitério aos estrangeiros,
sendo posteriormente chamado de Campo do Sangue. No folclore brasileiro é tradição
a malhação de Judas no sábado de aleluia: um boneco de palha, é enforcado em
um poste ou galhos de árvores e depois de derrubado a tiros é estraçalhado ou
queimado pelo povo.
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