Natal

A 25 de dezembro de 274, Lúcio Domício Aureliano, que foi imperador de Roma de 270 a 275, inaugurou, com grandes festividades, os Jogos Circences e o Templo de Midas, deus protetor do império e cultuado pelos romanos com o Sol Invicto.

Divindade de origem persa, Midas foi adotado pelos gregos e, depois, pelos romanos, pois os navegadores e os militares adoravam-no como o gênio dos elementos naturais. Aureliano, criador da religião do sol, foi o primeiro imperador romano que foi saudado, oficialmente, como divindade.

Os cristãos da época aproveitaram-se das solenidades religiosas de adoração ao Deus Sol e das repercussões sociais delas para celebrarem o nascimento de Jesus, que São João chamou de Luz do Mundo. A comunidade cristã do império romano tinha consciência de quem era Jesus, pois sua paixão e morte eram recentes e haviam acontecido no próprio império romano, que idolatrava pessoas e vícios. Além disso, todos os cristãos conheciam o sentido da mensagem do profeta Malaquias, que afirmava: "sobre vós, que temeis meu nome, levantar-se-á o Sol da justiça que traz a salvação em seus raios." (Ml 3, 20a).

A devoção religiosa que Aureliano inventara e a analogia que os cristãos fizeram da denominação dela coincidiram com a descrição bíblica, aplicavam-se à realidade messiânica e respondiam à expressão litúrgica dos cristãos, que reconheciam o Menino-Deus como o verdadeiro sol que ilumina o mundo e o aquece. Assim, pode-se afirmar que os romanos entenderam porque a comunidade cristã celebrava o Natal de Jesus, como o Filho do Deus verdadeiro, o Messias, o Salvador que foi aguardado por muitas gerações

Coroa do Advento

A coroa ou guirlanda do advento é o primeiro anúncio do Natal, começa a aparecer no início do advento, um mês antes do Natal.

A coroa, como o nome indica, é uma guirlanda verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha, que simboliza o amor de Deus que nos envolve, e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

 

Na coroa encontramos 4 velas, uma para cada dia do advento. Começa-se no 1º domingo, acendendo apenas uma vela, e, à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as velas, até chegar ao 4º domingo quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam a nossa fé, nossa alegria pelo Deus que vem.

Árvore de Natal

Só neste século começou-se a usar o pinheiro como símbolo do Natal. A verdadeira árvore do Natal é o pinheiro, embora, na falta desta, se use também outras árvores. O pinheiro tem esse privilégio por ser uma árvore que nunca perde as folhas.

Nos países frios, no tempo do Natal, todas as árvores estão totalmente sem folhas, mas o pinheiro continua viçoso, com suas folhas verdes.

A árvore é o símbolo da vida, por isso nós a enfeitamos para receber a verdadeira vida: O Cristo. E assim como o pinheiro é sempre verde, está sempre manifestando e comunicando a vida, em qualquer lugar, em qualquer situação, assim é Jesus, sempre e em todo lugar Ele é para nós Vida.

O Presépio

A realidade do presépio faz penetrar em nós ensinamentos que constituem a doutrina de Jesus: pobreza, simplicidade, humildade, fé, docilidade, uma cadeia de ensinamentos para a vida cristã.

São Francisco de Assis montou, no Natal de 1223, o primeiro presépio, e hoje milhares de presépios são montados em igrejas, famílias, lugares públicos para celebrar o nascimento de Jesus e interpretar a nossa vida a partir dele. Por isso São Francisco de Assis, para sentir mais profundamente a mensagem do Natal, do nascimento de Jesus, idealizou o presépio, ou seja, a cena do ambiente onde Jesus nasceu.

Estrela de Natal

Na boa nova do nascimento de Jesus, os evangelistas narram que apareceu no céu uma estrela. Os Magos, que vieram do Oriente à procura de Jesus, foram guiados por esta estrela até Belém.

A estrela tem 4 pontas e uma cauda luminosa. As 4 pontas representam as 4 direções da terra: Norte, Sul, Leste, Oeste de onde vêm os homens para adorar a grande luz que é o Filho de Deus.

Cristo é nossa estrela, a estrela que aponta o caminho de nossa vida, e quanto mais nos aproximarmos da sua luz, nós também seremos luz e estrela, guiando outros ao encontro de Deus.

Sinos

O nascimento de Jesus é a grande mensagem que precisa ser anunciada e comunicada a todos.

Além de sinal de anúncio, o sino é também sinal de alegria. Um grande acontecimento é anunciado com o toque festivo dos sinos.

No Natal queremos significar, com os sinos, que estamos felizes com o fato do Filho de Deus se fazer homem e estar entre nós, e queremos comunicar a todos esta alegria. Queremos que a mensagem do nascimento de Jesus, para a libertação dos homens, se espalhe forte e penetrante por todos os ares.

Bolas Coloridas

As bolas coloridas que adornam o pinheiro, querem significar os frutos daquela árvore viva que é Jesus. As bolas são os dons maravilhosos que o nascimento de Jesus nos trouxe, são as boas ações daqueles que vivem em Jesus, como Jesus.

Jesus nos ensina o amor, o perdão, a verdade, a oração, a fé, a esperança, a compreensão, a docilidade à vontade do Pai...

Todas essas são atitudes de verdade, são boas ações, são como os frutos de nossa vida. Os que estão unidos a Jesus produzem também esses frutos.

Ceia de Natal

A ceia, a refeição do Natal, quer significar que a nossa verdadeira vida é Cristo, o Filho de Deus que estamos festejando. Em Cristo nós nos unimos e temos a vida.

A ceia nos lembra outra ceia, a última ceia de Jesus onde Ele se deu a nós como alimento para ficar conosco, através da Eucaristia.

Na ceia de Natal costuma-se colocar, no centro, uma vela acesa para simbolizar o Cristo que nos une em volta de si e que é a nossa luz.

As velas

As velas simbolizam a presença de Cristo como luz do mundo. Ele próprio disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem anda comigo não anda nas trevas". Acendendo velas no Natal, queremos também significar a nossa fé em Jesus, queremos lhe dizer que também nós seremos luz para os nossos irmãos, procurando viver como Ele viveu.

A função das velas é iluminar os que estão no escuro. Cada Natal deve renovar a nossa fé em Jesus e nosso empenho de viver nele, na sua luz; e assim, ser também com Ele, e como Ele, luz do mundo.

Arranjos secos

Os arranjos secos nos sugerem uma reflexão indireta: o que está seco é porque não tem vida. Portanto, sempre que estivermos longe de Jesus, estaremos secos, pois só Ele é a vida e comunica vida. Jesus veio até nós para que tudo se desenvolva, tudo tenha vida.

Olhando arranjos secos, peçamos para nós e para todas as pessoas vida e as condições para viver dignamente como filhos de Deus; que a pessoa de todo homem seja respeitada para que Jesus tenha condições de viver em nós, de se comunicar através de nós.

Presentes de Natal

No Natal, nós homens ganhamos o maior presente de todos os tempos, ganhamos o Filho de Deus que vive conosco, em nós. E, assim como o Pai nos deu presentes, nós também queremos retribuir, e como Deus mesmo afirmou que Ele vive no nosso irmão, nós concluímos que dando presentes aos nossos irmãos, os homens, é como se estivéssemos dando a Ele próprio.

Um segundo motivo, é pela alegria que estamos sentindo pelo fato do nascimento de Jesus. Dar presentes aos outros, a nós mesmos, a Deus é viver o cristianismo que é a religião do amor, da doação de si para a felicidade do irmão.