Mandamentos da Igreja (Quincálogo) 

   

Assim como os Dez Mandamentos,   os cinco Mandamentos da Igreja são curtos e aparentemente simples,  porém, o seu cumprimento constitui um "pesado fardo" para muitos. Para sermos católicos  autênticos e fiéis  à Cristo, basta a observância destes preceitos. Nos diz Dom Fernando, Bispo de Jacarezinho (1959): "A santidade não consiste, como muitos imaginam, em ter dons extraordinários, operar milagres e realizar maravilhas. Nada disto. Ela consiste simplesmente em amar a Deus e cumprir-lhe fielmente a vontade. Uma alma que cumpre fielmente a divina vontade, é santa e tanto mais santa, quanto mais fielmente a cumpre".   

OS CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA 
DEPOIS DO COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, PROMULGADO PELO PAPA BENTO XVI EM 28.06.2005

 -   Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda, ficando livre de trabalhos  e de  atividades que pudessem impedir a santificação desses dias

"A Igreja obriga os fiéis a participar da santa missa todo domingo e nas festas de preceito, e recomenda que dela se participe também nos outros dias". "Os cristãos santificam o domingo e outras festas de preceito participando da Eucaristia do Senhor e abstendo-se também daquelas atividades que impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o necessário descanso da mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde". (Itens 289 e 453)

 

- Confessar os próprios pecados, recebendo o sacramento da Reconciliação 

pelo menos uma vez ao ano

 

"O Senhor ressuscitado instituiu esse sacramento quando, na noite da Páscoa, apareceu aos seus Apóstolos e lhes disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados;  a quem os retiverdes, serão retidos' (Jo 20, 22-23)". "O apelo de Cristo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Essa conversão é um compromisso contínuo para toda a Igreja, que é santa, mas reúne em seu seio os pecadores".  "Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados de que alguém se lembra depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão" (Itens 298, 299 e 304)   

-   Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos pela Páscoa

"A Eucaristia é o banquete pascal, porquanto Cristo, ao realizar sacramentalmente a sua Páscoa, nos dá o seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos como alimento e bebida, e nos une a si e entre nós no seu sacrifício". "A Igreja recomenda aos fiéis que participam da santa missa que recebam com as devidas disposições também a santa Comunhão, prescrevendo a obrigação de comungar pelo menos na Páscoa". (Itens 287 e 290) 

-   Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja

"A penitência se exprime de formas muito variadas, em particular com o jejum, a oração, a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da Quaresma e no dia penitencial da sexta-feira". (Item 301)  

 

-   Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades

 

OS CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA 
ANTES DO COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, PROMULGADO PELO PAPA BENTO XVI EM 28.06.05

    

1. Participar da Missa nos Domingos e festas de guarda. -  Constitui grave pecado  faltar à Missa aos domingos ou dias santos, bem como trabalhar nesses dias, sem séria justificativa. A respeito disso, ouviu-se muitas vezes São João Batista Vianney (o Cura d'Ars) , dizer:  "Oh, como se engana aquele que aproveita do domingo, pensando que ganha mais dinheiro! Vós tendes a  convicção de que tudo depende do vosso trabalho;  é engano. Ora vem uma doença, um acidente... é preciso tão pouca cousa... uma tempestade, uma chuva... Deus tem tudo na mão; Ele  pode vingar-se quando e como quer... Conheço dois meios para empobrecer:  Trabalhar no domingo e roubar bens alheios".   

 

2. Confessar-se ao menos uma vez cada ano.  A confissão é o único meio eficaz de purificação da alma, da plena certeza  do perdão dos pecados. Foi Cristo quem instituiu  a confissão, transmitindo o poder de perdoar pecados aos Apóstolos. 

 

3. Comungar ao menos pela Páscoa da ressurreição.   "Quem  come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a  vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" - Jo 6, 54).  Se conseguíssemos alcançar o verdadeiro sentido da Eucaristia, comungaríamos diariamente.  Quando comemos o Corpo de Cristo,   esse salutar Alimento  mistura-se  ao nosso sangue. Nós, as criaturas, com o sangue de Cristo pulsando em nossas veias, tornamo-nos verdadeiramente semelhantes a Deus em carne e espírito. "Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso". 

 

4. Jejuar e abster-se de carne, quando manda a santa mãe Igreja, isto é, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa.  A mortificação, a  penitência, o jejum, são sacrifícios agradáveis a Deus, pois são momentos em que o homem despreza sua própria carne e eleva o seu espírito. Os mundanos, ao contrário,  desprezam a Deus, e agradam à carne,  satisfazendo-a  em seus apetites. São Bernardo nos diz o seguinte: "Diga-me, onde estão os amigos do mundo, que conosco estiveram por curto espaço de tempo? Vê bem o que são e o que foram. Quê deles restou senão pó, cinza, vermes? Foram homens como tu. Comeram, beberam, divertiram-se e foram para a perdição eterna".  Não sejamos pois, amigos do mundo e nem da carne. Procuremos a Deus e jejuemos pelo menos na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. A Igreja nos pede muito pouco, acêrca do jejum. Não deixemos, portanto, de cumprir.     

 

5. Pagar dízimos segundo o costume.  Vejamos o termo: "Pagar dízimos" e não "pagar o dízimo". Muitos, inclusive católicos,  confundem  a interpretação do termo.  As igrejas evangélicas, de um modo geral,  costumam cobrar O DÍZIMO de seus seguidores. Exigem a folha de pagamento e deduzem os 10% (dez por cento) devidos. Sendo esta a condição para  permanecer  membro  evangélico,  deixa de ser  uma contribuição, e  passa  a ser imposto.   A Igreja Católica não cobra impostos, ao contrário, recebe donativos. Nós, temos por obrigação, contribuir com a Igreja em suas necessidades materiais, pois "Deus ama a quem com alegria";   Pagar dízimos, para nós, católicos,  significa a contribuição  espontânea de qualquer  valor para a Igreja, seja ele  mensal , na coleta da Igreja,  ou até mesmo  contribuições em  festas ou eventos realizados pela comunidade para angariar fundos, tais como a quermesse,  festas  de São João, etc (conforme o costume).   São José era justo, e dividia seu salário, DANDO um terço para o templo, um terço para os pobres e o restante para o seu sustento.  A Igreja, necessita de nossa ajuda material. Afinal,  precisa de  dinheiro para pagamento de água, luz,  aquisição de material de limpeza, higiene pessoal e tudo o que  se refere à manutenção da Igreja e  do pároco.   É preferível sermos generosos, dando um pouco, do que sermos mentirosos, dizendo que pagamos O DÍZIMO, pois este pressupõe imposto. Devemos contribuir  oportunamente com dízimos à santa madre Igreja, que não estabelece percentagens. 

* O  Livro Oriente , no seu   artigo IX,  esclarece e orienta os católicos sobre os dízimos pg. 85, 1998.   

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            Referências: Na Luz Perpétua (Editora Lar Católico - 1959);   Pequeno Catecismo de Iniciação Cristã (Ed. Paulinas, 1985)