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IGREJA
CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA
2000
ANOS DO NASCIMENTO DE JESUS CRISTO NOSSO FUNDADOR
PARÓQUIA DE SÃO
MIGUEL E ALMAS DE SANTOS DUMONT
CURSO DE PREPARAÇÃO DE MINISTROS DA PALAVRA
ASSUNTO: ECLESIOLOGIA
ASSESSOR: PADRE CAMILO
PROJETO PASTORAL CONSTRUINDO A IGREJA DE CRISTO
O QUE É IGREJA?
É
comunidade de salvação.Deus constituiu a Igreja sacramento universal de salvação
para todos os povos (LG,1). A Igreja é uma comunidade
salvadora instituída pelo próprio Deus.
Ele não quer salvar isoladamente, como que separados. Quer salvar a
comunidade. Todos se salvam na Igreja e pela Igreja, mesmo que não a conheçam
Estão a ela ligados espiritualmente.
A Igreja
é formada por três estágios: a Igreja celeste - onde estão os santos, a
Igreja da purificação – os que estão se preparando para o encontro face a
face com Deus (PURGATÓRIO), a Igreja terrestre que somos todos nós que, ainda,
vivemos neste mundo. Ë uma linguagem para falar dos diversos estágios dos fiéis
pertencentes a Igreja. Mas é a mesma Igreja Santa, porque fundada por Jesus
Cristo que é Deus Igreja pecadora, porque feita de homens e mulheres seres
limitados e falíveis.
A Igreja não
é um fim, mas um Meio. Um dia a Igreja vai acabar. Terminará quando acabar a
História da Salvação, isto é, no momento em que cristo entregar tudo ao Pai
(cf 1 Cor 15,22-25).Então se conclui a missão do próprio Jesus, e termina a
comunidade-Igreja. Afinal, não existe mais gente para receber, nem para
santificar, nem para salvar. Realiza-se plenamente o plano de Deus.
A Igreja
parte de Deus que acompanha sua trajetória na história, e um dia a Igreja
voltará para Deus – sua origem.Então termina a Igreja e sua missão Numa
palavra, Igreja é a reunião e união da comunidade do Povo de Deus.
QUEM
FUNDOU A IGREJA CATÓLICA?
A Igreja Católica foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus anunciou um
Novo Reino, dizendo: “Convertei-vos’ porque está próximo o Reino dos Céus!”
(Mt 4,17).
Ele pedia
uma mudança de vida. Mudança radical, da mente e do coração. O sentido
original da palavra “Converter-se” quer dizer: mudar o modo de pensar e de
agir.
Não
bastava mais o cumprimento externo da Lei. Jesus queria gente de coração novo,
segundo o Espírito de Deus. Não bastava amor aos amigos: era preciso amar os
inimigos. Para Jesus o pecado não estava somente na prática externa do mal:
estava também no mau desejo. Ele disse: “Quem olhar para uma mulher com malícia,
já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,18).
Jesus
queria que em sua Igreja houvesse mais amor do que no passado. No A.T. estava
escrito: Amarás o teu próximo com a ti mesmo “(Lv19, 18). Como se vê, a
medida do amor era o próprio homem: amarás como a ti mesmo. No Novo Reino, porém,
a medida do amor é Jesus Cristo. Ele disse: Amai-vos uns aos outros como eu vos
tenho amado” (Jo 13, 34).
Com este
espírito Jesus fundou pessoalmente a sua Igreja, para que ela viesse a ser a
imagem viva do Reino do Céu, embora com as rugas de nossos pecados. Jesus
escolheu e preparou cuidadosamente seus
Apóstolos. Depois de ter pregado ao povo, o Senhor explicava-lhes as parábolas
e os enviava, dois a dois, pelos povoados, como aprendizado apostólico (cf. Mt
10).
Deste modo
Jesus fundou a sua Igreja e preparou os primeiros evangelizadores. Depois, antes
de subir ao céu, o Senhor passou para eles o seu poder e sua missão divina.
ONDE
NASCEU A IGREJA?
A Igreja
Católica nasceu no Monte Calvário. Com a morte de Jesus Cristo, nasce a
Nova Aliança. Com a morte de Cristo, termina o “tempo” de Cristo e começa
o tempo da Igreja. O momento da cruz é o momento decisivo. Cristo cumpre sua
missão de Revelar, em sua pessoa, o rosto de Deus e Passa para os Apóstolos
a missão de anunciadores do Reino. Este é o momento em que a Igreja começa a
existir. Nós somos os continuadores da missão dos Apóstolos, pois, somos a
Igreja Apostólica. Recebemos uma herança dos Apóstolos: sermos
anunciadores do Reino e fazermos Jesus conhecido e amado. Os Padres da
Igreja faziam sempre uma comparação. Como Eva nasceu da costela de Adão,
assim Deus fez nascer a Igreja do lado aberto de Cristo. Isto para mostrar que a
Igreja nasce do coração de Cristo e se torna sua esposa, com a obrigação de
seguir a vida e os ensinamentos de seu Fundador.
É do coração
de Cristo que nasce os Sete Sacramentos que acompanham e pela força do
Espírito Santo, santificam o homem por toda sua vida. Desde que nascemos, a
Igreja nunca nos dá as costas. Em cada momento de nossa vida somos chamados a
receber um Sacramento. Quando nascemos recebemos o Batismo que é a porta de
entrada para a Comunidade de salvação: a Igreja. No momento da
enfermidade ou no fim da vida recebemos a Unção dos Enfermos que nos prepara
para a morada eterna. São dois momentos importantes que a Igreja se faz
presente na vida das pessoas. Entre o primeiro e o segundo a Igreja se faz
presente com os seguintes Sacramentos: Penitência ou Confissão, Eucaristia,
Crisma ou Confirmação, Matrimônio e Ordem. Assim desde o momento em que
nascemos até a hora de nossa morte, somos acompanhados pela Igreja Esposa de
Cristo.
QUANDO A
IGREJA FOI PROMULGADA?
No dia de
Pentecostes com a efusão do Espírito Santo. Note bem que a Igreja não foi
fundado por um homem, mas pelo próprio Jesus Cristo que é Deus. Ela não se
manifestou com um anúncio no jornal ou numa placa de garagem ou cinema, mas
pela ação de Espírito Santo. Em Pentecostes a Igreja se torna Universal, isto
é, Católica, missionária, se espalha pelo mundo inteiro, em todas as
nações e povos, em todas as culturas e situações, em todas as realidades
históricas e temporais. SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO não é uma
simples frase, mas uma realidade presente em todos os momentos até o fim do
mundo.
É
importante salientar que a igreja nasceu no Calvário e foi promulgada 50 dias
depois da Ressurreição de Jesus. Esse tempo foi de preparação para o ministério.
Foi um verdadeiro retiro no Cenáculo. Pelo que diz o livro dos Atos dos Apóstolos
Nossa Senhora foi a orientadora, pois como mãe, conhecia muito bem a
vontade do Filho (cf At. 1,14). A Bíblia nos dá uma lição: temos que nos
preparar intelectual e espiritualmente para o ministério de pregadores
Maria Santíssima deve ser o exemplo de segmento a Jesus. Devemos ouvir seu
conselho: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jô 2,5b). Não podemos
pregar nossa palavra, mas a Palavra de Jesus. Não podemos anunciar nós mesmos,
mas a pessoa de Jesus. Devemos ter a consciência e dizer para os fiéis que
cada um de nós é a Igreja que Jesus fundou e que a pedra fundamental dessa
Igreja é o coração de cada irmão e irmã. Uma Igreja que tem como base corações
teria que ser manifestada, realmente, pelo Espírito Santo. Nossa pregação tem
um endereço: o coração das pessoas. Quando se fala de coração temos
sempre a ilusão de se estar falando de amor. No caso do anúncio de Jesus
Cristo, nos deparamos com corações de pedra, onde nossa meta, principal, é
colocar um coração de carne no
lugar(cf Joel 2,12-18).
Texto para
aprofundamento: Atos dos Apóstolos Capitulo 2.
QUAIS FORAM SEUS PRIMEIROS PADRES E BISPOS?
Foram os
Apóstolos (Mc 3, 13-19; Mt 10,1-4; Lc 6,12-16). Como se pode ver a Bíblia não
nos deixa enganar. Devemos ter claro
em nossas pregações que o ministério ORDENADO foi instituído por
Cristo Os Apóstolos foram os
primeiros a ministrarem os Sacramentos (Mt 16,19 ;18,18 ; 28, 16-20; Mc,6,12-13;
Mt,10,5-8; Lc, 9, 1-6; Jo 20, 22-23 ;At 2, 37-40).
Os Apóstolos
eram poucos, por isso, Jesus viu a necessidade de colaboradores. O projeto de
Jesus é de uma Igreja participativa e toda ministerial.
Confira alguns relatos que elucidam, bem, esta questão: Mt,9,37ss;
9,35-37; Lc10,1-3. Como se vê, a Igreja é toda ministerial e o Ministro da
Palavra é um colaborador do Ministro Ordenado. Devem trabalhar em
sintonia. Em sintonia com o Ministério da Comunhão Eucarística. A
Igreja é uma só. Os ministérios são diversos, mas o Espírito é o mesmo.
Juntos podemos levar o Pão da Palavra e o Pão Eucarístico a muita gente. A
palavra chave da Igreja é comunhão e participação. Diferentemente das
seitas, a Igreja Católica não prega o demônio, mas Jesus Cristo.
Nossa pregação deve ter uma tônica cristocêntrica.Portanto, em cada
celebração, devemos levar uma mensagem de entusiasmo. Jesus nos dá o objetivo
de nosso ministério: Lc 4,18-19.
E A PALAVRA CATÓLICA COMO SURGIU?
A palavra Católica
quer dizer Universal. Foi Santo Inácio de Antioquia quem primeiro usou
este termo para dizer que a Igreja é para todos os povos, todas as raças e línguas.
Ao escrever a Igreja em Esmirna, no ano 110 de nossa era. A Igreja de Esmirna
está na Bíblia confira Ap 2,8ss. Jesus não usou o nome Católica, mas deu o
conteúdo da Igreja Católica Papa (Mt16,13-19), a Bíblia
nos dá a universalidade da Igreja e é Jesus quem fala (Cf At1,8; Mt28,19
). Se a Igreja Católica não fosse a verdadeira Igreja de Cristo ela não
continuaria existindo. Nenhuma instituição, no mundo teve tantos anos de vida.
Nenhum regime político durou tanto tempo a resposta é simples: Cristo é a
cabeça da Igreja Católica e prometeu cerque-la até o fim dos tempos e
enviou-lhe o Espírito Santo (Mt28,19-20; Mt,16,17-19; At 2,1-11)
Conforme já
foi explicitado, a Igreja é santa e pecadora, mas verdadeira, e, por estar
neste mundo, é condicionada por uma grande carga humana, uma vez que ela não
foi confiada aos anjos, mas a homens Confiada
a homens sem perder, evidentemente, sua originalidade divina (Mt16,19) sendo
“virgem”(2Cor11,2), “noiva”(Ap 21,29), “santa e irrepreensível” (Ef5,27).
Pecadora (1 Jo1,8).
A IGREJA DE JESUS É APOSTÓLICA
A Igreja
de Jesus é apostólica porque é governada pelos legítimos sucessores dos apóstolos:
os bispos e o papa. A Igreja que não tem origem nos apóstolos não é a
Igreja de Cristo. Eis a palavra de S. Paulo: (Ef 2,19-20).
POR QUE FOI CHAMADA DE “ROMANA”?
Porque
começou a criar corpo, a desenvolver-se em Roma, no tempo da perseguição
aos cristãos, provocando milhares de mortes, entre elas as de São Paulo e de São
Pedro e de outros mártires, passando assim a ser chamada de “romana”. Além
disso, o Papa trabalha e vive lá, onde estão as relíquias dos grandes apóstolos,
sobretudo, de Pedro, a pedra. Portanto, a romanicidade da Igreja não é
característica essencial da Igreja de Cristo, mas puramente histórica Jesus
chama São Pedro de pedra, Os restos mortais
de S. Pedro estão no Vaticano como pedra fundamental da Basílica, a
Igreja Mãe de todas as Igrejas Católicas de mundo. Roma era a sede do Império.
Naquele tempo, a cidade mais importante do mundo, com o testemunho de fé, os
cristãos conseguiram converter todo Império. É maravilhoso ver, a luz da história,
a força divina da Igreja que Jesus mesmo fundou.
Foi do
lugar (Roma) onde os seis primeiros papas deram a vida, juntamente com muitos
outros mártires anônimos que a Igreja de Cristo se expandiu. O sangue de
homens e mulheres, que professaram a fé, tornaram férteis os corações pagãos.
Daí o milagre da conversão do Imperador Roma é a Cidade Eterna. Nós os cristãos,
temos nela, o símbolo do que é possível fazer, quando se tem Jesus como referência
de vida.
MINISTÉRIOS ECLESIAIS A PALAVRA DE DOM CLOVIS
A Igreja,
por sua natureza, é toda ministerial, para ser servidora. Como povo de Deus, na
sua totalidade, é responsável pela missão da Igreja, precisa também sentir
co-responsável pelos ministérios, que são eclesiais a bem da comunidade.
NATUREZA
- Os ministérios eclesiais são serviços em nome da Igreja e por
autoridade da Igreja, e por isso conferidos pelo bispo ou por alguém que ele
designar (Vigário Geral). É a Igreja servidora que convoca servidores. Os
ministérios são serviços especiais e importantes para o crescimento da
comunidade eclesial. Os ministérios são uma forma de viver a comunhão,
responder à missão e edificar a comunidade cristã.
ESPIRITUALIDADE
DOS MINISTÉRIOS - O exemplo parte de Cristo, o servo de Javé, que
se inclinou para lavar os pés dos apóstolos, como expressão de humildade e
serviço (Cf Jo 13,1-15). O verdadeiro lema dos ministérios é o programa de
Cristo: “Não vim para ser servido,
mas para servir” (Mc 10,45). Cada ministério é um serviço humilde e despojado para a
construção da comunidade. O servidor é aquele que fica à ordem de seu
senhor, e não aquele que manda ou domina.
Cada
ministério deve gerar unidade, como diz o apóstolo: ”e
dado pelo Espírito em vista do bem comum”
(cf 1cor 12,4-11). Não existem ministérios, de modo pessoal, para si próprio.
Só existem para comunidade.
DIVERSIDADE
DE MINISTÉRIOS - Os ministérios
podem ser múltiplos e variados. Dependem das necessidades da comunidade. É a
Igreja comunidade que descobre as necessidades e procura dar uma resposta de fé
e de organização eclesial e pastoral. Por isso, os ministérios podem variar
de uma região para outra, ou de uma época a outra.
CLASSIFICAÇÃO
DOS MINISTÉRIOS - Por
serem variados, são também múltiplos. A primeira classificação é entre os
ministérios ordenados (=bispo, padre, diácono), e os não ordenados (= os que
são exercidos pelos que não possuem caráter sacramental da Ordem, isto é, os
leigos).
OS
MINISTÉRIOS MAIS CONHECIDOS - Ministério da Coordenação, Ministério
do Culto e da Palavra, Ministério da Sagrada comunhão Eucarística, Ministério
dos enfermos, Ministério das Exéquias ou Consolação
OUTROS
MINISTÉRIOS - Existem o
Ministério Extraordinário do Batismo e Ministério de Testemunha Qualificada
do Sacramento do Matrimônio.
CONDIÇÕES
PARA OS MINISTROS - 1
- Ser casado na Igreja Católica. Por isso, para receber a provisão do
arcebispo, tem-se que apresentar comprovante de casamento no religioso. 2
- Como o ministério se exerce em nome da Igreja, só p de se conferido
pela autoridade competente, o bispo. 3 - A pessoa é escolhida por alguém que
tem responsabilidade na comunidade, geralmente o Pároco. 4
- Nunca é dado como promoção ou recompensa, mas como serviço. 5
- Devem-se fazer formação específica para exercer o ministério que
lhe é dignamente confiado. 6 - O ministério não
é permanente. É dado em um período determinado. Em nossa Arquidiocese, 2
anos. 7 - cada pessoa escolhida para um ministério,
sinta a obrigação de ser testemunha de fé e de vida cristã diante da
comunidade, a quem deve servir e testemunhar.
Artigos
inspirados no Curso de Liderança Cristã da Arquidiocese de Juiz de Fora.
Elaborado
por Dom Clóvis Frainer – Arcebispo Metropolitano
fonte:
www.sdnet.com.br/~smiguel/pages/igreja.htm
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