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Em 1555, aconselhado por sua mãe, casou e teve
dois filhos. Mas novamente a fatalidade se fez presente no seu lar.
Primeiro foi a jovem esposa que adoeceu e logo morreu, em seguida,
faleceram os dois filhos, um após o outro. Abatido pelas perdas,
descuidou dos negócios, perdeu o pouco que tinha e, para piorar,
ficou sem crédito.
Sem rumo, tentou voltar aos estudos, mas não se saiu bem nas provas
e não pode cursar a faculdade de Valência. Afonso entrou então
numa profunda crise espiritual. Retirado na própria casa, rezou e
meditou muito e resolveu dedicar sua vida completamente à serviço
de Deus servindo os semelhantes. Ingressou como irmão leigo na
Companhia de Jesus em 1571 e um noviciado de sucesso, foi enviado
para trabalhar no colégio de formação de padres jesuítas em
Palma, na ilha de Maiorca. Ali encontrou a plena realização da
vida e terminou seus dias.
No colégio exerceu somente a simples e humilde de porteiro, por
quarenta e seis anos. Se materialmente não ocupava posição de
destaque, espiritualmente era dos mais engrandecidos entre os irmãos.
Recebera dons especiais e muitas manifestações místicas o
cercavam, como visões, previsões, prodígios e cura.
E assim, apesar de porteiro, foi orientador espiritual de muitos
religiosos e leigos, que buscavam sua sabedoria e conselho. Mas um
se destacava. Era Pedro Claver, um dos maiores missionários da
ordem, que jamais abandonou os seus ensinamentos e também ganhou a
santidade. Outro era o missionário Jerônimo Moranto, martirizado
no México, que seguiu sempre sua orientação.
Afonso sofreu de fortes dores físicas durante dois anos, antes
morrer em 31 de outubro de 1617, lá mesmo no colégio. Foi
canonizado em 1888, pelo Papa Leão XIII junto com Santo Pedro
Claver, seu discípulo, conhecido como o apostolo dos escravos.
Santo Afonso Rodrigues deixou uma obra escrita resumida em três
volumes, mas de grande valor teológico, onde relatou com detalhes a
riqueza de sua espiritualidade mística. A sua festa litúrgica se
comemora no dia de sua Morte.
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