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Afra a princípio ficou confusa com os
estrangeiros cristãos. Depois, mesmo sem conhecer o Bispo Narciso,
caiu aos seus pés e confessou sua vida de pecados. Ele, percebendo
que Afra estava realmente arrependida e que sua alma clamava pelo
perdão do Senhor, resolveu absolvê-la, desde que se convertesse e
fosse batizada no cristianismo. Ela não só converteu-se como ainda
animou sua mãe Hilária e as outras companheiras, para que fizessem
o mesmo. Também decidiu ajudar Narciso e Félix a continuarem sua
fuga, despistando os soldados do imperador.
Entretanto Afra foi traída e denunciada às autoridades pagãs.
Presa, o perdão e a liberdade lhe foram oferecidos, mas só se
voltasse a reverenciar os falsos deuses. Afra se negou e confirmou
sua fé em Jesus Cristo. Foi levada para a ilha de Lesh, onde a
despiram, amarraram num poste e depois a queimaram viva.
O mesmo aconteceu algum tempo depois com as suas companheiras e sua
mãe. Elas que já haviam se convertido, tinham ido à rezar junto
à sepultura de Afra, quando foram flagradas pelos soldados do
imperador. Hilda, a exemplo de sua filha Afra, se recusou a
abandonar a fé cristã, sendo acompanhada nesta decisão também
pelas três criadas. Todas morreram queimadas vivas, ali mesmo junto
ao túmulo da mártir Afra.
Esta é uma das mais antigas tradições cristãs do povo alemão,
que venera Santa Afra, como padroeira da cidade de Augsburgo desde a
Antiguidade, e que teve seu culto autorizado pela Igreja somente em
1064. A festa de Santa Afra em Augsburgo acontece no dia 07 de
agosto, embora em algumas localidades ocorra em outras datas.
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