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Procurando maior sucesso Agostinho foi para Roma,
onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor
dessa matéria e gramática em Milão. O motivo que o levou a
aceitar o trabalho, em Milão, era poder estar perto do, agora
santo, Bispo Ambrósio, poeta e orador, ao qual Agostinho tinha
enorme admiração. Assim, passou a assistir os seus sermões.
Primeiro seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação,
depois pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos a pregação
de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a
combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram depois. Foi
batizado junto com o filho Adeodato, pelo próprio Bispo Ambrósio,
na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos
de idade, respectivamente.
Nesta época Agostinho passou por uma grande provação: seu filho
morreu. Era um menino muito inteligente a quem dedicava muita atenção
e afeto. Decidiu então voltar com a mãe para sua terra natal, a África,
mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito
distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho seguiu a
viagem e chegando a Tegaste em 388. Ali se decidiu pela vida
religiosa e ao lado de alguns amigos fundou uma comunidade monástica,
cujas regras escritas por ele deram depois origem à várias Ordens,
femininas e masculinas. Porém, o então Bispo de Hipona decidiu que
"a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para
acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente.
Para isto ele o consagrou sacerdote e, logo após a sua morte em
397, Agostinho foi aclamado pelo povo o novo Bispo de Hipona.
Durante trinta e quatro anos Agostinho foi Bispo daquela diocese e,
considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um
grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade foi definido como
o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua
obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes.
Escreveu livros importantíssimos, entre eles estão sua
autobiografia, "Confissões", e "Cidade de
Deus".
Depois de uma grave enfermidade ele morreu amargurado, aos setenta e
seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam
invadido sua cidade episcopal. No ano 725, o seu corpo foi
transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na Igreja São Pedro
do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo
Agostinho recebeu o honroso título de Doutor da Igreja e é
celebrado no dia de sua morte.
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