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Desde então, dizia: "Minha intenção última está na ciência de
Deus". E sem dúvida, a forma rápida e fácil como aprendia tudo e a
clareza com que, pregava, explicava e ensinava, eram dons divinos. Nascido em 1206, na Alemanha, Alberto pertencia
à influente e poderosa família Bolsadt, rica, nobre, cristã e de
tradição militar. Piedoso desde a infância, Alberto recebeu uma
educação muito aprimorada, digna dos nobres. Porém sempre deixou
evidente a sua preferência pelos estudos das ciências naturais e
pela religião, às alegrias fúteis da corte. Aos dezesseis anos, foi para a universidade de Pádua, na Itália,
onde, sob a tutela de Maria, completou os estudos superiores. Em
1229, tornou-se frade dominicano pregador. Lecionou nos principais pólos
de cultura europeus de sua época, a Itália, Alemanha e França. Em
Paris atraiu tantos estudantes e discípulos que teve que lecionar
em praça pública. Que passou a ser chamada de praça Maubert, graças
a Santo Alberto Magno. O nome é uma derivação de Magnus Albert,
que é mantido até hoje. Ali dentre seus discípulos estava Santo
Tomás de Aquino, outro dominicano cuja importância não é menor.
Em 1254, eleito superior provincial de sua ordem na Alemanha, abriu
mão da cátedra de Paris para ficar na comunidade dominicana sob
sua direção. Ali demonstrou todo o seu espírito de monge pobre e
humilde. Viajou por grande parte da Alemanha sempre a pé e pedindo
esmolas no caminho para se alimentar. Assim, ele fundou vários
conventos, além de renovar os já existentes.
Em 1260 foi nomeado Bispo de Ratisbona, ocupando o cargo por dois
anos, quando pediu exoneração. Não estava interessado no poder e
sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara
e ao ensino na universidade de Colônia. Já entrado nos setenta
anos, foi incumbido pelo Papa Urbano IV de liderar as cruzadas na
Alemanha e na Boêmia. Em 1274 teve participação decisiva na união
da Igreja grega com a latina, no Segundo Concílio de Lião.
Três anos antes de sua morte Santo Alberto Magno começou a perder
a memória. Mandou então construir sua própria sepultura, e rezava
o ofício dos mortos, todos os dias. Morreu serenamente no dia 15 de
novembro de 1280. O Papa Pio XI o canonizou e proclamou Santo
Alberto Magno, Doutor da Igreja, em 1931. Dez anos depois, Papa Pio
XII o declarou padroeiro dos estudiosos das ciências naturais.
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