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Em 1567, foi nomeado Bispo de Aléria, na ilha de
Córsega, França. Recebeu, entretanto uma diocese decadente e
abandonada, sem clero capacitado, sem locais de culto decente, com
um rebanho perdido nas trevas da ignorância e da superstição.
Trabalhou duro durante vinte e um anos. Conseguiu reformar o clero,
sendo o professor e o exemplo da vida cristã para todas as classes
sociais, eliminando divergências e ódios entre as várias famílias
dominantes. Transformou a diocese num modelo de devoção apostólica
e de organização, sendo estimado e amado por todos, ricos e
pobres. Mas, Alexandre teve de deixar a Córsega, quando foi nomeado
Bispo de Pávia, pelo Papa Gregório XIV, de quem fôra diretor
espiritual e confessor. Nesta época Alexandre não tinha boas condições
físicas, devido ao seu incansável trabalho e a vida dura de privações,
penitências e mortificações a que ele sempre se submetera. Mesmo
assim, iniciou a visita pastoral de sua nova diocese, sem sequer
pensar em abandonar a cruz de sua missão.
No dia 11 de outubro de 1592, ele estava em visita na cidade de
Calosso d'Asti. Era um doce entardecer de outono, e estando na rica
propriedade do senhor do local, aceitou sua oferta de hospitalidade.
Mas não ficou em nenhum dos luxuosos salões, preferiu estar entre
os trabalhadores que se acomodavam nas estrebarias dos animais, onde
adormeceu e não mais acordou.
Seu corpo foi transferido e sepultado na Catedral de Pávia, Itália.
Em 1904, o Papa Pio X o canonizou como Santo Alexandre Sauli,
"apóstolo da Córsega". Venerado como Padroeiro da ilha
de Córsega, sua festa litúrgica, que ocorre no dia de sua morte,
se mantém muito viva e vigorosa.
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