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André participou da vida publica de Jesus,
estava presente na Última Ceia, viu o Cristo Ressussitado,
testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a
sedimentar a Igreja de Cristo, a partir da Palestina, mas as
localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão.
Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar
na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente na Grécia.
Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade
cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros
tempos. Mas foi ali também que acabou martirizado nas mãos do
inimigo, Egéas, governador e juiz romano local.
André ousou não obedecer à autoridade do governador, ao contrário,
o desafiou a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda,
clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não
hesitou o condenou à crucificação. Para espanto dos carrascos,
aceitou com alegria a sentença, afirmando que se temesse o martírio
não estaria "pregando a grandeza da Cruz, onde morreu
Jesus".
Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X", antes,
porém se despojou de suas vestes e bens, doando-os aos algozes.
Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível
ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu
sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a
cristandade guarda para sua festa.
O imperador Constantino trasladou em 357, de Patos para
Constantinopla, as relíquias mortais de Santo André, Apóstolo.
Elas foram para Roma, onde permanece até hoje, na Catedral de
Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo é celebrado
como padroeiro da Rússia e Escócia.
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