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Além do conflito político, havia o religioso entre:
os católicos romanos; os cristãos orientais, divididos entre si; e os
grupos da Reforma. É nesse cenário que padre Bobola marcou sua presença
de fé tranqüila e pacífica, alicerçada pelo estudo e pelo gosto
pessoal dos diálogos e debates vigorosos com as demais pessoas.
Ele não vivia sem a pregação. Todos, católicos ou não, admiravam sua
coragem. Os inimigos o chamavam de "caçador de almas" com uma
aversão que era mais um reconhecimento ao seu valor e a sua coragem
frente a tudo e todos.
Uma revolta dos cossacos, a serviço do Império Russo, inimigo da Polônia,
desencadeou uma perseguição político-religiosa sem precedentes. As
igrejas, conventos e seminários foram incendiados e os católicos
torturados e martirizados. Todavia, padre André Bobola não desistiu do
apostolado nem diminuiu sua pregação. No dia 16 de maio de 1657, os
cossacos o capturaram e após muito suplício e tortura, foi cruelmente
assassinado.
Os católicos levaram seu corpo para Pinsk, onde todos foram venerá-lo,
mesmo os ortodoxos e os dissidentes. Ali suas relíquias repousaram até
o ano de 1808, quando foi trasladado para Polock, na Rússia Branca,
antiga União Soviética.
Em 1922, depois da revolução bolchevista seu corpo foi levado para um
museu médico em Moscou. Mas no ano seguinte o entregaram à uma comissão
de jesuítas, depois de acertos oficiais entre o Papa Pio XI e as
autoridades do governo russo.
Assim, a urna do jesuíta mártir foi conduzida a Roma, em 1924, e
depositada na Igreja de Jesus. Em 1938, o Papa Pio XI o proclamou santo e
suas relíquias seguiram, numa última viagem, à Varsóvia, Polônia.
Santo André Bobola viveu apenas sessenta e seis anos, mas seu corpo
viajou por toda a Europa ao longo de três séculos. Ele foi declarado:
padroeiro da Polônia, junto com Nossa Senhora de Czestochowa, e apóstolo
da Lituânia.
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