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A história de Santa Ângela, considerada uma das
primeiras místicas italianas, poderia ser o roteiro de um romance ou
novela, com final feliz, é claro. Transformou-se de mulher fútil e
despreocupada em mística e devota, depois literata, teóloga e,
finalmente, santa. A data mais aceita para o nascimento de Ângela, em
Foligno, perto de Assis e de Roma, é o ano 1248. Ela pertencia à uma família
relativamente rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se
com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confortável, voltada
para as vaidades, festas e recreações mundanas. Assim viveu até os
trinta e sete anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida. |
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Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o
flagelo da paixão de Cristo, nos ossos e juntas do próprio corpo. Todas
essas manifestações, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor
espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narrações que
ela escrevia em dialeto úmbrio e que eram transcritas imediatamente para
o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados
imediatamente por toda a cristandade. Trinta e cinco dessas passagens
foram editadas com o título "Experiências espirituais, revelações
e consolações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno", livro que
passou a ser básico para a formação de religiosos e trouxe para a Santa
o título de "Mestra dos Teólogos". Muitos dos quais a comparam
como Santa Tereza d'Ávila e Santa Catarina de Sena. |
Santa Ângela de Foligno... Rogai por nós!