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Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que
se sentiam atraídos pelos ensinamentos, e pela fama de santidade,
daquele homem de oração e penitencia. Todos queriam aprender com o
monge sábio e justo, que nunca se mostrava irritado. Era um homem
manso e silencioso, pleno de misericórdia com todos. Essa sua
personalidade foi muito bem retratada pelo fiel discípulo Nestor,
ao escrever "Histórias dos Tempos Passados".
Contudo, Antônio insistia em viver solitário, enquanto os seus
seguidores formavam uma comunidade. Com sua permissão, foram
construindo várias celas pela região e, depois, uma primeira
igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas",
cuja arquitetura foi projetada integrando as grutas escavadas por
esses monges primitivos.
Este Mosteiro se tornou um dos centros religiosos mais importantes
de toda a Rússia. A sua comunidade se tornou famosa pela caridade,
instrução, prestígio cultural e pelo esplendor da liturgia
ortodoxa cristã. Além das belas igrejas que iam surgindo,
consideradas verdadeiras obras de arte da arquitetura eslava. Antônio
não desejava dirigir todo esse movimento, mas tinha noção exata
do que ocorria. Por isto, manteve-se como o exemplo da comunidade e
a direção ele confiou ao seu discípulo Teodósio, que sedimentou
e estabeleceu as regras da vida monástica.
Por perseguição política, Antônio foi obrigado a abandonar Kiev
em 1055. Foi se refugiar próximo a Cernigov onde criou um outro
mosteiro, conservando a regras de vida do anterior, imprimindo a sua
marca pelo exemplo na oração, penitência e caridade. Mas no
mosteiro de Kiev, haviam permanecido alguns religiosos, guiados pelo
discípulo Teodósio, que é considerado co-fundador do mosteiro.
Por isto Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá
permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073.
Do Mosteiro da Gruta de Kiev original, restou uma parte não muito
grande, pois nos anos de 1299 e 1316 foi quase destruído pelas
invasões dos tártaros. Em 1926, foi fechado pelo regime comunista.
Só em 1988 ele foi reaberto definitivamente. Hoje, ele faz parte do
Patrimônio da Humanidade, como um monumento tombado e conservado
pela Unesco.
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