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Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora
solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios,
para o cumprimento dessa profecia e mostrou porque foi ela a escolhida
para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino
da Humanidade.
Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e
receber de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito
Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida
e sua fé: "Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua
vontade".
Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a
honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os
sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a
vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de
abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos
e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação,
na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si
mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos
tempos.
Por isso a data de hoje marca e festeja este evento que se trata de um dos
mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a
chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio
que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento.
A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria, Lc 1,26-38, é comemorada
desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove
meses antes do Natal, só é transferida quando coincide com a Semana
Santa.
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