|
Apolinário, o primeiro Bispo de Ravena, segundo
a tradição, teria sua origem no Oriente e a mando do próprio apóstolo
Pedro, de quem foi discípulo, enviado para converter os pagãos nas
terras no norte do Império.
A sua obra de evangelização transcorreu num ambiente repleto de
imensas dificuldades fruto do ódio, do egoísmo, da incredibilidade
que o cercavam, além do culto aos ídolos pagãos que teve de
combater . À este apostolado dedicou toda sua vida. Embora
representado no mosaico da cidade, sereno e tranqüilo, na realidade
era um homem de vida dura, combativa e atuante. Apolinário sempre
foi considerado um mártir. Mártir de um suplício muito longo, que
foi todo o seu episcopado.
Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua
morte. A população da nova capital do Império, se tornou
exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto
de seu primeiro Bispo, considerado por eles um exemplo de santidade.
Desta maneira se explica a grande devoção à ele, não somente em
Ravena, mas em muitas outras localidades da Itália, da França e da
Alemanha. Aliás, nestas regiões, foi amplamente difundida, devido
os mosteiros beneditinos e camaldoleses que Apolinário ali fundara.
Apolinário morreu como mártir da fé no dia 23 de julho, durante
as primeiras perseguições impostas contra os cristãos.
Entretanto, não se encontrou nenhuma referência indicando o ano e
a localidade. Suas relíquias, encontradas nas catacumbas, foram
enviadas para a Catedral de Santo Apolinário, em Ravena, na Itália.
A tradicional festa de Santo Apolinário, padroeiro de Ravena, em 23
de julho, foi mantida pela Igreja.
|