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Confiou-lhe também a educação
de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade
e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos
mais justos da História, não tendo cometido nenhuma atrocidade
durante o seu governo.
Alem disto, o rei Clotário II nomeou Arnolfo, bispo de Metz, que
acumulou todas as atribuições da corte. Uma bela passagem ilustra
bem o caráter deste homem, que mesmo leigo se tornou um dos grandes
bispos do seu tempo. Temendo não ser digno do cargo, por causa dos
seus pecados, atirou seu anel no rio Mosella, dizendo: "Senhor,
se me perdoas, faze-o retornar". O anel retornou dentro do
ventre de um peixe. Esta tradição cristã, ilustra bem a realidade
de sua época, onde era difícil não pecar, especialmente para quem
estava no poder.
Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma
disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia
evangelizando a Europa. Arnolfo não foi o primeiro pai de família
a ocupar este posto, nesta condição. Como chefe desta diocese,
Arnolfo participou dos concílios nacionais de Clichy e de Reims.
Mais tarde, o seu filho Clodolfo, se tornou bispo e assumiu a
diocese de Metz, enquanto o outro, chamado Ansegiso, se tornou um
dos primeiro "mestres de palácio", da chamada era carolíngia.
Depois de algum tempo Arnolfo abandonou, o bispado e o cargo na
corte, para ingressar no mosteiro fundado pelo seu amigo Romarico,
outro que havia abandonado a corte e o rei. Desta maneira serena,
Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações,
penitência e caridade.
Arnolfo morreu no dia 18 de julho de 641, naquele mosteiro. Assim
que a notícia chegou em Metz, os habitantes reclamaram o seu corpo,
depositando-o na basílica que adotou, para sempre, o seu nome.
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