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No início, sozinhos, depois se organizavam em
pequenas comunidades. Havia apenas uma regra ascética, para fixar o
período de jejum e oração, mas que mantinha uma rígida separação,
inclusive de convivência entre eles mesmos.
Arsênio se tornou um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da
Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam na
sabedoria e santidade de alguns ermitãos, conselhos e paz para as
aflições da alma, mesmo que para isto tivessem que fazer longas e
cansativas peregrinações.
A antiga tradição diz que ele não gostava muito de interromper
seu exílio voluntário para atender aos que o procuravam. Mas, para
não usufruir o egoísmo da solidão total, decidiu juntar-se aos
eremitas de Scete, também no deserto da Alexandria. Estes já
viviam parcialmente em comunidade, para não se isolarem totalmente
dos demais seres humanos.
Mas a paz e a tranqüilidade daqueles religiosos teve fim com a
invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio então abandonou o
local. Entre 434 e 450 viveu isolado, só nos últimos anos aceitou
a companhia de uns poucos discípulos. Ele acabou recebendo de Deus,
o dom das lágrimas. Em oração ou penitência, quando se
emocionava com o Evangelho, caia em prantos. Morreu em Troc, perto
de Menfis, em 450.
A importância de santo Arsênio na história da Igreja se prende à
importância da época em que nasceu e viveu. Foi um dos mais
conhecidos eremitas do Egito, sendo considerado como um dos
"pais do deserto". O seu legado nos chegou através de uma
crônica biográfica e de suas sábias máximas, escritas por Daniel
de Pharan um dos seus discípulos. Além de um retrato estampando
sua bela figura de homem alto e astuto, feito pelo mesmo discípulo.
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