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Houve o dia em que a Igreja se viu livre da perseguição
mortal dos pagãos. Era o ano 313 e o famoso Edito de Milão transformou o
cristianismo, de perseguido à favorecido pelos imperadores romanos. Mas a
luta não terminou aí, pois na mesma época a semente da discórdia foi
plantada no interior do catolicismo, com a heresia de Ário. Foi então
que a fé extrema e a dedicação na defesa da divindade de Cristo
transformaram Atanásio, o bispo de Alexandria, no mais vigoroso
combatente dos hereges. |
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Em todos os registros sobre esse Concílio, que definiu o arianismo como heresia, o nome de Atanásio é o mais citado. O arianismo negava a santidade de Jesus. Considerava-o apenas "uma criatura do Pai" e não parte Dele, equivalente a Ele. Atanásio foi um dos responsáveis na luta para que a Igreja retomasse o caminho apontado e definido pelos apóstolos. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina foram essenciais na defesa e manutenção da ortodoxia cristã. Apontou um por um os erros históricos e dogmáticos dos hereges, conquistando a vitória para a causa católica e, conseqüentemente o ódio profundo dos arianos. Atanásio foi um religioso muito atuante, discípulo e
contemporâneo de figuras muito importantes do clero que a Igreja honrou
com a veneração nos altares. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o
povo como o clero, apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado
durou quarenta e seis anos recheados de perseguição e sofrimento.
Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio
sofreu cinco exílios seguidos, intercalados com fugas e com afastamentos
por vontade própria, que suportou com paciência e determinação. Foi
assim que conheceu Santo Antão, de quem escreveu a biografia, contando
também como era a vida monástica no deserto, o que atraiu muitos cristãos
aos mosteiros eremitas. |
Santo Atanásio... Rogai por nós!