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Ele era um jovem diácono, que tinha pouco mais
que catorze anos. Sua família era de nobres da região do Lazio, na Itália.
Aliás o nome Atílio é o diminutivo de Átalo, originário do sabino
antigo, muito freqüente nesta localidade.
Segundo o que consta nesta circular o presidente
do tribunal decidiu reservar o jovem Atílio, para ser julgado por
último. Queria que ele renegasse a fé, e lhe servir de troféu
para ser enviado ao imperador. Por isso, o suplício de Atílio foi
longo. Ele teve de assistir à tudo, inclusive quando o seu bispo
Fotino, já ancião, foi agredido e agonizou por dois dias até
morrer, mas sem renegar a Cristo. Depois, Atílio presenciou no
Circo o martírio de outros companheiros, que foram açoitados com
varas e depois entregues às feras. Foram quarenta e oito mártires,
que morreram em dias diferentes. Até que finalmente no dia 28 de
junho ele também foi sentenciado à morte, porque não renegou a fé
cristã. Atílio morreu queimado sentado numa cadeira de ferro
colocada no centro do Circo, num bárbaro espetáculo pagão.
Durante a noite, cristãos ainda sobreviventes conseguiam recolher
parte dos corpos que restavam e os enterravam secretamente, como
fizeram com as do jovem diácono Atílio.
Passada a perseguição, todos foram recolhidos e enterrados naquela
que seria mais tarde a Catedral de Lion. O culto destes mártires
começou logo após, numa solenidade grandiosa que se chamou
"Festa das Maravilhas". Com a reforma do Martirológio
Romano, os mártires cuja identificação era precisa recebeu
celebração individual. No caso de Santo Atílio ele é festejado
no dia 28 de junho.
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