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Instaurava-se uma crise e um cisma que só viria
terminar com a morte de Donato, na deportação em 355. Os seus
seguidores se dividiram internamente. Nesta situação, Aurélio e
seu amigo encontraram uma Igreja devastada, fiéis com uma apatia
generalizada, pobre de fé assim como de obras. A doutrina fora
esquecida, os templos serviam também para festas e banquetes, com
muitos monges recusando-se à trabalhar.
Aurélio se engajou, então, na reforma da Igreja e na revitalização
dos costumes morais, dos ritos e da doutrina católica. Diante do
estado de ânimo daquela gente, Aurélio se mostrou um pai caridoso,
preocupado e sábio. E, foi durante o Concílio de Hipona que Aurélio
mostrou-se ainda mais cordial e acolhedor para com os antigos Bispos
donatistas. À todos estes, desejosos de retornarem ao seio da
Igreja, junto com seus fiéis, Aurélio devolveu o sacerdócio,
inclusive aos fiéis batizados durante o cisma. Desta forma, Aurélio
conseguiu resolver uma das mais grandes crises disciplinares que a
Igreja enfrentou.
Bispo Aurélio morreu no ano de 430, na sua sede episcopal de
Cartago, no mesmo ano morria também seu amigo Agostinho. Contudo
para a Igreja da chamada "Província da África", apenas
começava mais um novo, obscuro e sangrento período, marcado pela
invasão dos bárbaros Vândalos.
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