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Agostinho Zhao Rong era um soldado chinês que
escoltou Monsenhor Dufresse até a cidade de Beijin e o acompanhou
até sua execução por decapitação. Ele ficou muito impressionado
com a serenidade e a força espiritual de Defresse que, apesar de
torturado, não renegou a fé em Cristo. Foi assim que Agostinho se
viu tocado pela luz da fé e rogou para que Defresse o convertesse.
Depois, foi batizado e enviado ao Seminário de onde saiu ordenado
sacerdote diocesano. Quando foi reconhecido como cristão, ele também
sofreu terríveis suplícios carnais antes de morrer decapitado, em
1815. Entretanto, jamais renegou sua fé em Cristo.
No início de 1900 ocorreu a revolução comunista chinesa,
provocada por motivos políticos reprimidos há anos, com novas
ondas de perseguições aos cristãos. Porém, o motivo foi
exclusivamente religioso, como comprovaram os documentos históricos.
Desde então uma sangrenta exterminação aconteceu matando um número
infindável de catequistas leigos, chineses convertidos, sacerdotes
chineses e igrejas. Todos os nomes não puderam ser localizados,
porque a destruição e os incêndios continuaram ao longo do novo
regime político chinês. A última execução em massa de cristãos
na China, que se tem notícia, foi em 25 de fevereiro de 1930.
No ano do Jubileu de 2000, Papa João Paulo II proclamou Beatos,
Agostinho Zhao Rong e 119 Companheiros Mártires da China. Eles
passarão a ser venerados e homenageados no dia 09 de julho, pois
constituem um exemplo de coragem e de coerência para todos cristãos
do mundo.
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