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Imediatamente, deixou a corte e ingressou no
mosteiro de São Domingos, em Toledo, onde as religiosas viviam sob
a Regra cisterciense. Uma vez aceita, cobriu seu rosto com um véu
branco por toda a vida. Acalentou durante muito tempo o anseio para
fundar a nova ordem religiosa. Depois de trinta anos conseguiu
realizar a missão que a Virgem Maria lhe confiara, com a ajuda da
nova rainha da Espanha.
Em 1479, com a união dos reinos de Aragão e Castela, rainha
Isabel, "a católica", filha da soberana que atentara
contra sua vida, portanto prima de Beatriz, foi visitá-la. Ao saber
dos seus planos de uma nova congregação, doou à ela o palácio de
Galiana em Toledo e a anexa igreja de Santa Fé. Beatriz se
transferiu para a nova residência em 1484, junto com doze
companheiras, dando início ao primeiro mosteiro da Ordem das
clarissas da Imaculada Conceição, conhecidas como as monjas
concepcionistas. Em seguida enviou o regulamento que escrevera
fundamentado sob as regras das clarissas, para ser aprovado pelo
Papa Inocêncio VIII, que o confirmou em 1489.
Porém, dez dias antes da cerimônia em que todas professariam a
nova Ordem, Beatriz teve uma nova aparição da Virgem Maria, que
lhe comunicou que ela morreria na data da festa. Por isto, professou
os votos na véspera deste primeiro grupo e morreu feliz, no dia 01
de setembro de 1490. A fundadora sabia que tinha deixado na terra
uma semente, recebida das mãos da Virgem Maria e que germinaria
pelos séculos afora, no mundo todo.
Ela foi considerada precursora do culto e da teologia do dogma da
Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, que seria
proclamado cerca de quatro séculos depois pelo Papa Pio IX. A
fundadora foi beatificada somente em 1926 e canonizada cinqüenta
anos depois pelo Papa Paulo VI, mas Santa Beatriz da Silva já era
venerada há muitos séculos, espontaneamente, em todo o mundo cristão.
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