|
Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por
apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos
séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar,
com cuidado e esmero no conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis
de ler, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas indo
do teológico ao intelectual.
Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética,
gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de
aprender, por isso pesquisava e estudava; e também de ensinar, por isso
escrevia e dava aulas. Ajudou a formar várias gerações de monges, que
atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível eram dirigidos,
por meio dessas matérias para os ensinamentos de Deus.
O Papa Gregório II o chamou à Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas
Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até seus últimos
momentos de vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da
Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno,
fundador da primeira universidade de Paris.
Ainda em vida era chamado de "Venerável Beda", ou "Beda o
Venerável". Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu
mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos
depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII,
em 1899, o proclamou Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo
inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25
de maio.
|