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Após a morte de um dos seus filhos, o casal
resolveu fazer uma peregrinação ao santuário de Santiago de
Compostela, na Espanha. No retorno, Ulf caiu gravemente enfermo,
nesta ocasião, Brígida em sonho teve uma revelação de São Dionísio
que lhe disse que o marido não morreria. De fato ele ficou curado,
mas logo em seguida ingressou no mosteiro de Alvastra, onde vivia um
dos seus filhos e lá morreu, em 1344.
Viúva, Brígida decidiu se retirar definitivamente para a vida monástica,
para realizar um velho projeto. A fundação de um mosteiro duplo,
de homens e mulheres, que deu origem à Ordem do Santo Salvador, sob
as regras de São Agostinho, passando então à viver nele. Quando
obteve aprovação canônica, a fundadora transferiu-se para Roma.
Ali viveu por vinte e quatro anos, trabalhando pela reforma dos
costumes e a volta do Papa de Avignon. Com o apoio do rei da Suécia,
construiu e instaurou setenta e oito mosteiros por toda a Europa.
Ela morreu em 23 de julho de 1373, durante uma romaria à Terra
Santa.
Desde então a Ordem fundada por ela passou a ser dirigida por sua
filha, Catarina da Suécia, alcançando notoriedade pelos anos
futuros. Canonizada em 1391, apenas dezoito anos após sua morte,
Santa Brígida já tinha um culto muito vigoroso em todo o mundo
cristão da Europa, sendo celebrada no dia de sua morte. O local
onde residia em Roma, foi transformado em um belíssima igreja
dedicada à ela, na praça Farnese.
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