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No plano espiritual, foi exemplar. Mesmo depois
de agüentar e sofrer com as gozações dos companheiros de
universidade por causa da religiosidade foi crescendo na fé. Fez
voto de castidade em 1881 e assistia à missa diariamente. Humilde,
seu amor aos mais pobres o fez participar das obras da Sociedade de
São Vicente de Paulo. Simples, seu amor a natureza, praticava
alpinismo, o fez se tornar Terciário Franciscano, em 1886.
Juntando os dois planos, foi um homem completo, amigo, solidário,
lutador das causas contra o divórcio, dos excessos de materialismo
e em defesa da infância abandonada. Especialmente quando foi eleito
conselheiro municipal de Milão. Vivia para os estudos, as aulas, a
igreja e as orações solitárias em casa, mas estava sempre à
disposição de todos que o procuravam para pedir ajuda, conselhos e
orientações pessoais.
Nas férias sempre viajava para Suna, uma região montanhosa
destinada à pratica do alpinismo. Lá conheceu um religioso
apreciador e praticante desse esporte, Achille Ratti, mais tarde Pio
XI e promotor de sua beatificação. Foi alí que contraiu a doença
que o levou a morte aos 17 de outubro de 1902, o tifo.
Deixou um legado literário importante: os escritos jurídicos de
Ferrini resultam nos cinco volumes conhecidos como "Obras de
Contardo Ferrini", os estudos espirituais chamados de
"Escritos religiosos de Contardo Ferrini" e "A
vida".
O Papa Pio XII o beatificou em 1947. Neste mesmo ano, o Beato
Contardo Ferrini foi proclamado Patrono da Faculdade Paulista de
Direito, da Pontifícia Universidade Católica e a Sala de Reuniões
da mesma homenageia o seu nome. A celebração litúrgica em sua memória
ocorre no dia de sua morte.
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