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Assim sendo, como homem inteligente e preparado,
não se retirou para um deserto, ao contrário encorajou-se para uma
ação reformadora, começando por si mesmo. Costumava dizer que:
"Cristo espera e ninguém se mexe". Participou do
movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e
praticar a Sagrada Escrituras. Só então, depois de muita reflexão,
decidiu pela ordenação sacerdotal, em 1516. Tinha trinta e seis
anos de idade quando celebrou sua primeira missa na Basílica de
Santa Maria de Maior. Nesta ocasião, ele mesmo relatou depois,
Nossa Senhora lhe apareceu e lhe colocou nos braços o Menino Jesus.
Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na fundação do Hospital
dos incuráveis. Três anos depois, incansável, voltou para Roma.
Ali na companhia dos companheiros do Oratório: Bonifácio Colli,
Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chiete, fundou a
Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação
do clero. Quando o Papa Clemente VII aprovou a congregação,
Caetano renunciou a todos os seus bens para se dedicar única e
exclusivamente à vida comum. O mesmo ocorreu com o Bispo Carafa,
que abdicou também da sua vida episcopal. Porém, anos mais tarde,
ele veio a se tornar o Papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da
Igreja.
A nova congregação começou somente com os quatro, depois passaram
para doze e esse número aumentou muito em pouco tempo. São os
primeiros clérigos regulares. Não são monges, pois são de vida
ativa, porém vivendo em obediência: sob uma regra de vida comum,
como religiosos, cujos membros renunciam a todos seus bens terrenos,
devendo viver de seu trabalho apostólico e de ofertas espontâneas
dadas pelos fiéis e contando apenas com a Providência Divina.
Carafa foi o primeiro Superior geral. Embora a idéia da fundação
fosse de Caetano de Thiene, que na sua humilde, sempre se manteve de
lado.
Morreu de fadiga, após uma vida de muito trabalho e sofrimento,
aos sessenta e seis anos de idade, em Nápoles, no dia 07 de agosto
de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo é venerado no dia de
sua morte, na belíssima Basílica de São Paulo Maior, mas que é
chamada por todos os fieis e peregrinos de Basílica de São
Caetano, localizada na praça principal da cidade.
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