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Chamados de catacumbas, estes cemitérios
subterrâneos da Via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para
os cristãos. Além de ali enterrarem seus mortos, as catacumbas
serviam também para cerimônias e cultos, principalmente durante os
períodos de perseguição. Calisto começou suas escavações, as
organizou e valorizou. Nelas mandou construir uma capela, chamada
Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices
e cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos.
Com a morte do Papa Zeferino morreu, o clero e o povo elegeram
Calisto para substituí-lo, mas ele sofreu muita oposição por
causa de sua origem humilde de escravo. Hipólito, um dos grandes teólogos
do catolicismo e pensadores da época, era o principal deles. Hipólito
tinha um entendimento diferente sobre a Santíssima Trindade e
desejava que determinados pecados não fossem perdoados. Entretanto
o Papa Calisto I se manteve firme na defesa da Igreja, causando o
rompimento de Hipólito e seus seguidores, respondendo a questão
com aquela frase conclusiva. Anos depois, Hipólito se reconciliaria
com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja, por não negar sua fé
em Cristo.
O Papa Calisto I governou por seis anos. Neste período concluiu o
trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas hoje como as catacumbas
de São Calisto. Em 222 ele se tornou vítima da perseguição, foi
espancado, e quase morto, jogado em um poço. Neste local agora se
acha a Igreja de Santa Maria, em Transtévere, que guarda o seu
corpo, em Roma.
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