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Curiosamente, no Convento Franciscano de Lazio,
chegavam leigos e personalidades da Igreja a fim de confidenciarem seus
problemas ao cozinheiro. Aliás, esse cozinheiro era também o jardineiro
e o porteiro do convento e seu nome era Carlo. |
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Embora Carlo cuidasse apenas da horta e da cozinha do convento, sempre acontecia ser enviado para outras cidades para que pudesse aconselhar bispos e cardeais. Um dia recebe uma incumbência, diretamente do Papa Clemente IX (1667-69): "Frei Carlo, dizem que na cidade de Perúgia há uma madre santa, vá lá e verifique pessoalmente a veracidade da situação". Uma grande responsabilidade para um simples cozinheiro. Frei Carlo tinha pouca instrução, mas escrevia belíssimas páginas espirituais e autobiográficas, numa gramática acidentada, porém, eficiente. Também não lhe faltaria sua porção de Calvário, com acusações de uma mulher mundana. Consideradas depois, calúnias, mas que fizeram o frei adoecer por alguns anos. Após uma viagem a Úmbria, frei Carlo falece em 6 de
janeiro de 1670, no Convento de São Francisco, na cidade de Roma. E no
seu peito se descobre um sinal estranho, como uma cicatriz.
Posteriormente, uma comissão médica declararia que esse sinal é de
origem sobrenatural. Em vida, frei Carlo falava de "um raio de
luz" que o havia atingido no peito, em 1648, numa igreja romana,
durante êxtase profundo com Deus. O pedido de sua canonização foi feito
pouco tempo após sua morte, mas seria concluído somente em 1959, pelo
Papa João XXIII, que o proclamou santo. |
São Carlo de Sezze... Rogai por nós!