|
Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia,
do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas
religiosas são chamadas de brigidinas.
Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em
seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem
que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação
à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou
o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular,
junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua
santidade.
Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova
abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles
contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito
depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria
ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés
e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo
selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto
dela.
Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar
prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado
graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades
da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a
canonização da mãe, em nome da população do seu país. Alí viveu por
cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema
disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e
necessitados.
Catarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave
enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha
cinqüenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381.
O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em
1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que
segundo a população romana ela teria salvado a cidade da inundação do
rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham.
|