|
Foi ele o primeiro a determinar que os Bispos não
deveriam nunca negar a absolvição a alguém que estivesse
morrendo. Também proibiu que os Bispos vestissem cintos e mantos
como os monges. Combateu as heresias, ajudou a esclarecer dúvidas
doutrinais e combateu os abusos que se instalavam nas sedes
episcopais. Seus atos pareciam acertar todo alvo escolhido. Enviou São
Patrício à Irlanda e São Paladio à Escócia e, como se sabe,
ambos se tornaram histórica e espiritualmente ligados a esses países
para todo o sempre.
Outro evento importantíssimo realizado sob sua direção foi o Concílio
de Éfeso, em 431. A importância deste Concílio, o segundo
realizado pela Igreja e do qual participaram apenas cento e sessenta
bispos, foi nele que se confirmou o dogma de Maria como "Mãe
de Deus" e não apenas "mãe do homem", como pregava
o arcebispo de Constantinopla, Nestório. Ele defendia a tese de que
Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria era apenas a mãe
do homem Jesus e não de Deus feito homem.
O Papa Celestino I, para acabar com a confusão que se generalizara
no mundo cristão determinou que São Cirilo, Bispo de Alexandria
dirigisse o Concílio, que iniciou a 22 de junho de 431. Ao seu
final, foi restabelecida a verdade bíblica do nascimento do Cristo.
O Papa enviou comunicados a todas as autoridades do mundo, não só
explicando a decisão, mas informando a destituição e condenação
do Bispo Nestório, que foi poupado da excomunhão.
Este foi seu último documento oficial expedido na data de 15 de março
de 432 que fechou com chave de ouro seu pontificado, pois, morreria
alguns meses depois, em 27 de julho. São Celestino I, foi sepultado
numa capela do cemitério de Priscila. Em 817 suas relíquias foram
colocadas na Basílica de Santa Praxedes e uma parte delas enviadas
para a Catedral de Mantova.
|