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Em 861, Cirilo foi se juntar a ele, numa missão
evangelizadora, a pedido do imperador Miguel III, para atender o rei da
Morávia. Este rei precisava de missionários que conhecessem a língua
eslava, pois queria que o povo aprendesse corretamente a religião. Os irmãos
foram para Querson aprender hebraico e samaritano.
Nesta ocasião, Cirilo encontrou um corpo boiando, que reconheceu ser o
papa Clemente I, que tinha sido exilado de Roma e atirado ao mar.
Conservaram as relíquias numa urna, que depois da missão foi entregue em
Roma. Assim, Cirilo continuou estudando o idioma e criou um alfabeto,
chamado "cirílico", hoje conhecido por "russo".
Traduziu a Bíblia, os Livros Sagrados e os missais, para esse dialeto.
Alfabetizou a equipe dos padres missionários, que começou a evangelizar,
alfabetizar e celebrar as missas em eslavo.
Isto gerou uma grande divergência no meio eclesiástico, pois os ritos
eram realizados em grego ou latim, apenas. Iniciando o cisma da Igreja,
que foi combatido pelo então patriarca Fócio com o reforço de seu irmão.
Os dois foram chamados por Roma, onde o papa Adriano II, solenemente
recebeu as relíquias de São Clemente, que eles transportavam.
Conseguiram o apoio do Sumo Pontífice, que aprovava a evangelização e
tiveram os Livros traduzidos abençoados.
Mas, Cirilo que estava doente, piorou. Pressentido sua morte, tomou o hábito
definitivo de monge e o nome de Cirilo, cinqüenta dias depois, faleceu em
Roma no dia 14 de fevereiro de 868. A celebração fúnebre foi rezada na
língua eslava, pelo papa Adriano II, sendo sepultado com grande
solenidade na igreja de São Clemente. Cirilo e Metódio foram declarados
pela Igreja como "apóstolos dos eslavos". O papa João Paulo
II, em 1980, os proclamou junto com São Bento de "Patronos da
Europa".
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