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Aos vinte anos de idade, sob a orientação
espiritual do pároco Caetano Guidi, Clélia elaborou com as amigas:
Teodora, Úrsula e Violeta, um projeto de vida consagrada a Deus,
era uma comunidade religiosa de catequistas leigas, por cauda da
pouca idade. Esta pequena comunidade de religiosas, em que cada uma
delas vivia o Evangelho em suas próprias casas, parecia à primeira
vista, insignificante, mas não era.
De um modo singular e simples, a minúscula congregação foi
verdadeiramente exemplar. Reduzidas à essência do Evangelho, na
Paixão de Cristo e na Comunhão Eucarística, estas pequenas discípulas
de Jesus puderam sintetizar as mais variadas experiências de vida:
contemplativa, apostólica, caritativa, e por fim, eremitica. Tanto
foi verdade que pela presença incansável junto aos pequenos,
pobres, doentes e marginalizados, Clélia e suas companheiras
receberam o apelidado de "Madre".
Clélia Barbieri com apenas vinte e três anos de idade morreu aos
13 de julho de 1870, na sua cidade natal, vitimada pela tuberculose.
Porém, mesmo agonizante mantinha uma alegria incontida por saber
que iria "comungar definitivamente com Cristo Jesus". As
"Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores" suas
herdeiras espirituais, se tornaram uma luz para a comunidade da
cidade, levando com humildade de coração a solidariedade: na fome
e na sede de justiça, para os mais excluídos.
A figura e o testemunho de Clélia Barbieri, esta
"Madre-adolescente", despertam a admiração, a ternura e
o afeto em todos cristãos que tomam conhecimento de sua obra. Em
1989 o Papa João Paulo II a canonizou e no ano seguinte ele a
proclamou "padroeira das catequistas". A igreja da paróquia
de Le Budrie, onde Santa Clélia Barbieri está sepultada, recebeu o
título de Santuário, em 1993.
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