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Clodoveu de fato amava muito a esposa. Com ela teve três
herdeiros que, infelizmente herdaram o seu espírito belicoso. Não se
importava que Clotilde rezasse para seu Deus, ao invés de ir ao templo
pagão levar oferendas aos deuses pagãos, quando partia e voltava
vitorioso dos combates. Por outro lado, apreciava os conselhos do Bispo de
Reims, Remígio, agora Santo, que se tornara confessor e amigo pessoal da
rainha. Com certeza a graça já atuava no coração do rei.
Foi durante a batalha em 496, contra os alemães que ele foi tocado pela fé.
O seu exercito estava quase aniquilado, quando se lembrou do "Deus de
Clotilde". Ele se ajoelhou e rezou para Jesus Cristo, prometendo se
converter bem como todo seu exercito e reino, se conseguisse a vitória. E
isto aconteceu.
Clodoveu ao vencer os alemães, unificou o reino dos francos, formando o
da França, do qual foi consagrado o único rei. Pediu o batismo ao bispo
Remígio, assistido por todos os súditos. Em seguida todos os soldados do
exercito foram batizados, seguidos por toda a corte e súditos. Ele tornou
a França um Estado católico, o primeiro do Ocidente, em meio a tantos
reinos pagãos ou arianos.
Clotilde e Clodoveu, construíram a igreja dos Apóstolos hoje chamada de
igreja de Santa Genoveva, em Paris. Mas logo depois Clodoveu morreu. Pela
lei dos francos, quando o rei morria o reino era dividido entre os filhos
homens, que eram três.
Aí começou o longo período de sofrimento da rainha Clotilde, assistido
por todos seus súditos que a amavam e a chamavam de "rainha
santa". Os filhos, se envolveram em lutas sangrentas disputando o
reino entre si, gerando muitas mortes na família. Então, Clotilde se
retirou para a cidade de Tours perto do sepulcro de São Martinho, para
rezar, construir igrejas, mosteiros e hospitais para os pobres e
abandonados.
Depois de trinta e quatro anos, a rainha faleceu, no dia 03 de junho de
545, na presença de seus filhos. Imediatamente a fama de sua santidade se
propagou. O culto à Santa Clotilde foi autorizado pela Igreja. A sua memória
se tornou uma benção para o povo francês e para todo o mundo católico,
sendo venerada no dia de sua morte.
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