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Catequizada por Santo Patrício no século V, a Irlanda
deu à Europa medieval inúmeros monges missionários que espalharam e
fizeram crescer a Igreja cristã. Da "ilha dos santos" para a
Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem
a chamada "peregrinação pelo Senhor". Além de expandir muito
as regiões de fé cristã colaboraram para a renovação cultural do
velho continente. Um de grande relevância foi o monge Columbano, nascido
por volta do ano 540, na cidade de Leinster.
Esse irlandês era um nobre, rico, culto e dotado de inteligência
incomum. Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois
estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do
Norte, em Bangor, considerado como o de regras mais rígidas de todo país.
Teve como orientador espiritual o próprio abade, Santo Comgall. Passou décadas
e mais décadas, de ilha em ilha, onde os mosteiros floresciam. Ele mesmo
fundou um em Bangor, que se tornou célebre também, e onde por uma década
foi professor dos noviços.
Contemporâneo dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao
lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. Aos cinqüenta
anos, deixou seu país para atuar como missionário, acompanhado de outros
doze monges. E passou para a História da Igreja por sua presença de
visionário reformador e fundador de mosteiros, dono de uma singular
personalidade que unia: vigor e poesia, determinação férrea e
descuidada improvisação. Mas também, e principalmente, pela rigidez das
regras de disciplina imposta aos monges dos seus mosteiros.
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São Columbano
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