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Edith Stein começou a servir a Deus com seus
talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi
conferencista em Instituições Católicas e finalizou como catedrática
numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o
partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos.
Por se recusar a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a
aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o
nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não
compareceu à cerimônia.
Quatro anos depois, ela realizou sua profissão solene e perpétua
recebeu o definitivo hábito marrom das carmelitas, na época, sua mãe
já havia falecido. A perseguição nazista aos judeus alemães se
intensificou e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na
Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela neste
Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita
no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não pode
professar os votos religiosos, o momento era desfavorável aos
judeus, mesmo para os convertidos cristãos.
A Segunda Guerra Mundial iniciou e a expansão nazista se alastrou
pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich
Alemão em 1941. A família de Edith Stein se dispersou, alguns
emigram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os
superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa, para
um outro na Suíça. Mas as autoridades civis de lá não
facilitaram e a burocracia se arrastou indefinidamente.
Em julho de 1942, publicamente os Bispos holandeses emitiram sua
posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler
considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em
agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã Rosa, do
Carmelo de Echt. Neste dia, outros 242 judeus
católicos foram deportados para os campos de concentração, como
represália do Regime Nazista à mensagem dos Bispos holandeses. As
duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras
centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no
campo de Westerbork. Ali, Edith Stein, ou a "freira alemã"
como a identificaram os sobreviventes, se diferenciou muito dos
outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou
prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar
o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível, das crianças.
Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e
conformidade a Vontade de Deus, seu intenso sofrimento e dos demais.
No dia 07/08/1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens,
mulheres e crianças, foram de trem para o campo de extermínio de
Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 09 de agosto, foram mortas
na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.
A Irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em
1998, pelo Papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de
sua morte. Esta solenidade contou com a presença de personalidades
ilustres, civis e religiosos, da Alemanha e Holanda, além de alguns
sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários
membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo Sumo Pontífice
declarou Santa Edith Stein "co-padroeira da Europa", junto
com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena.
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