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Edwiges entregou-se então à piedade e caridade.
Guardava uma pequena parte de seus ganhos para si e o resto
empregava em auxílio ao próximo. Quando descobriu que muitas
pessoas eram presas porque não tinham como saldar suas dívidas,
passou a ir pessoalmente aos presídios para libertar estes
encarcerados, pagando-lhes as dívidas com seu próprio dinheiro.
Depois ela também lhes conseguia um emprego, de modo que pudessem
se manter com dignidade.
Construiu o mosteiro de Trebnitz, na Polônia, ajudou a restaurar os
outros e mandou erguer inúmeras igrejas. Deste modo organizou uma
grande rede de obras de caridade e assistência aos pobres. Além
disto, visitava os hospitais constantemente, para pessoalmente
cuidar e a limpar as feridas dos mais contaminados e leprosos. Mas,
Edwiges tinha um especial carinho pelas viúvas e órfãos.
Veio então um período de sucessivas desventuras familiares. Num
curto espaço de tempo assistiu a morte de um a um dos seus seis
filhos, ficando viva apenas a filha Gertrudes. Em seguida foi a vez
do marido. Henrique I fôra preso pelos inimigos num combater de
guerra e, mesmo depois de libertado, acabou morto, vitimado por uma
doença contraída na prisão.
Agora viúva, e apesar da dura provação, Edwiges continuou a viver
na virtude. Retirou-se do mundo, ingressou no convento que ela própria
construíra, do qual a filha Gertrudes se tornara abadessa. Fez os
votos de castidade e pobreza, a ponto de andar descalça sobre a
neve quando atendia suas obras de caridade. Foi nesta época que
recebeu o dom da cura, e operou muitos milagres, em cegos e outros
enfermos, com o toque da mão e o sinal da cruz.
Com fama de santidade, Edwiges morreu no dia 15 de outubro de 1243,
no mosteiro de Trebnitz, Polônia. Logo passou a ser cultuada como
santa e o local de sua sepultura se tornou centro de peregrinação
para os fieis cristãos. Em 1266, o Papa Clemente IV a canonizou
oficialmente. A Igreja designou o dia 16 de outubro, para a celebração
da sua festa litúrgica. O culto à Santa Edwiges, padroeira dos
pobres e endividados, é muito expressivo ainda hoje em todo o mundo
católico e um dos mais difundidos do Brasil.
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