|
Em 683 ele viajou para a França. Conta a tradição
que ele salvou o navio repleto de passageiros, no qual viajava também.
Uma enorme tempestade teria desabado sobre a embarcação. Todos já
tinham perdido as esperanças quando Egídio, em prece, ergueu as mãos
aos céus. As ondas ameaçadoras se acalmaram na mesma hora e todos
desembarcaram com segurança.
Na França viveu numa caverna de uma floresta próxima de Nimes,
cuja entrada era escondida por um arbusto espinhoso. Na mais
completa pobreza, alimentava-se apenas de ervas, de raízes e do
leite de uma corsa que, segundo a tradição, lhe foi enviada por
Deus.
Certa vez, o rei Vamba, dos visigodos foi caçar nas proximidades da
caverna de Egídio e ao invés de flechar uma corsa que se escondera
atrás de um arbusto, flechou a mão do pobre ermitão, que tentava
proteger o animal acuado. Foi descoberta, assim, a residência do
eremita. O rei para se desculpar passou a visitá-lo com seus médicos
até sua cura completa.
Depois disso, o rei continuou a visitá-lo com freqüência
presenciando vários prodígios que divulgava na corte. Assim a fama
de santidade de Egídio ganhou vulto e ele passou a ter vários discípulos.
O rei então mandou construir um mosteiro e uma igreja, que doou
para ele, que foi eleito abade. O mosteiro passou a ter uma
disciplina própria escrita por Egídio. Mais tarde, ao seu redor
surgiu o povoado que deu origem à cidade de Santo Egídio e o
mosteiro foi entregue aos beneditinos.
A morte de Egídio ocorreu, provavelmente, no dia 01 de setembro de
720. Logo após, os devotos fizeram da sua sepultura um ponto
obrigatório de peregrinação. O seu culto se tornou vigoroso e se
estendeu por todo o mundo cristão. Santo Egídio teve sua festa
confirmada pela Igreja, que o colocou na lista dos catorze
"Santos auxiliadores" do povo, sendo invocado contra a
convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.
|