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Ele também realizou obras de arte importantes
como o túmulo de Santo Martinho de Tours, o mausoléu de Santo Dionísio
em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de
cunho religioso. Além disso, e acima de tudo Elói era um homem
religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas
e na arte de se dedicar ao próximo, em especial aos pobres e
abandonados. O dinheiro que recebia, pelos trabalhos na corte, usava
todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir
mosteiros masculinos e femininos, igrejas e contribuir com outras
tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais
necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói então
ingressou para a vida religiosa.
Dois anos depois era consagrado Bispo de Noyon, na região de
Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da
evangelização e re-evangelização, no norte da França, Holanda e
Alemanha. Onde se tornou um dos principais protagonistas e se
revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo.
Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e
viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de
humildade, caridade e mortificação.A região de sua diocese estava
entregue ao paganismo e a idolatria. Com as pregações de Elói e
suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até
que um dia todos estavam batizados.
Morreu no dia 01 de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão
evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou
rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças
ao seu amigo Bispo Aldoeno que escreveu sua biografia.
A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da
cristandade. A festa de Santo Elói ou Elígio, padroeiro dos
joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é
celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros,
ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros,
cocheiros, garagistas e metalúrgicos.
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