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Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual
e, administrou seu patrimônio, em benefício dos pobres e órfãos, através
das instituições assistenciais. Quarenta anos depois, por ocasião de
sua morte, ela já não possuía mais nada neste mundo, tendo transferido,
através de sua caridade, seus bens ao tesouro do paraíso, onde, no dizer
de Jesus, "As traças e a ferrugem não consomem, nem os ladrões
roubam" (Mt 6,20).
A escolha de Ema não foi uma fuga perante as responsabilidades
familiares, mas uma opção em favor de um serviço mais amplo aos
necessitados, em nome de Jesus Cristo, que nos deixou o exemplo de dar sua
vida pela salvação dos homens. Aliás, o apóstolo Paulo louva a opção
das viúvas que se dedicam unicamente ao Senhor e ao serviço comunitário
da diocese de tal modo que, nos primeiros séculos do Cristianismo,
existia uma espécie de associação de viúvas que trabalhavam
distribuindo as esmolas dadas aos pobres pela Igreja.
Ema havia escolhido esta maneira de servir a Deus, a mais difícil e rara.
Sua mão se conservou intacta, nove séculos e meio após sua morte, sem dúvida
como um sinal certo da sua mais característica virtude: a generosidade.
Esta verdadeira serva de Cristo, auxiliou o seu esposo celestial com a oração
e a caridade, merecendo a devoção não de um marido, mas de milhões de
cristãos. A Igreja a declarou Santa e oficializou o seu culto público,
que já era celebrado a mais de nove séculos, no dia de sua morte. O
corpo de Santa Ema da Saxônia, sem aquela mão de que se falou, repousa
na catedral de Brema, Alemanha.
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