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Durante um sonho, um anjo apareceu para lhe dar a
Eucaristia, e a Virgem Mãe também, curando-o ao colocar-lhe o
Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o
convidou a ingressar na Companhia de Jesus.
Estanislau, que já pensava em ser um padre jesuíta, contou tudo à
família que fora à Viena verificar como os filhos estavam vivendo
e estudando. Aproveitou para dizer que queria mesmo ser um
sacerdote. A oposição dos seus pais foi total. Tentou insistir
mais foi inútil. Então, fugiu sozinho, a pé e vestido de mendigo
para despistar se o perseguissem.
De Viena, na Áustria foi para Treves, na Alemanha, percorrendo
setecentos quilômetros até chegar a uma casa provincial dos jesuítas.
O provincial na época era Pedro Canísio que o recebeu com
amabilidade, mas teve de enfrentar a reação do pai do jovem que
ameaçou fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia, caso o filho
não voltasse ao convivo da família. Mas Estanislau se manteve
irredutível.
Aos dezessete anos Estanislau foi enviado para Roma, com uma carta
de recomendação ao superior geral da Ordem, São Francisco de
Borja, que com carinho o encaminhou para complementar o noviciado e
os estudos de teologia no Colégio Romano. Foram apenas nove meses
entre os jesuítas, mas plenos de trabalho, estudo, dedicação e
disciplina, exemplares. Até ser acometido por uma febre misteriosa
e, no dia 15 de agosto de 1568, festa da Assunção de Nossa
Senhora, ele partiu docemente ao encontro de Deus.
O seu túmulo se tornou local de muitas graças e rota de peregrinação.
O Papa Bento XIII o canonizou em 13 de novembro de 1726, e designou
essa data para celebrar a festa em memória de Santo Estanislau
Kostka, padroeiro dos noviços.
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