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Ele se casou com a piedosa e culta princesa Gisela, irmã do
imperador da Baviera, Henrique II, agora todos venerados pela
Igreja. Tendo como orientador espiritual e conselheiro o Bispo de
Praga, Adalberto, confiou aos monges beneditinos de Cluny a missão
de ensinar ao povo a doutrina cristã. Depois conseguiu do Papa
Silvestre II a fundação de uma hierarquia autônoma para a Igreja
húngara. Para tanto enviou à Roma o monge Astric, que este Papa
consagrou Bispo com a função de consagrar outros Bispos húngaros.
Com o auxílio da rainha Gisela, Estevão I fundou muitos mosteiros
e espalhou inúmeras igrejas pelas dioceses que foram surgindo.
Caridoso e generoso criou hospitais, asilos e creches para a população
pobre, atendendo especialmente os abandonados e marginalizados.
Humilde, ele fazia questão de tratar pessoalmente dos doentes,
tendo adquirido o dom da cura. Corajoso e diplomático, soube
consolidar as relações com os países vizinhos, mesmo mantendo vínculos
com o imperador de Bizânico, adquirindo também o dom da sabedoria.
Assim, transformou a nação próspera e o povo húngaro num dos
mais fervorosos seguidores da Igreja Católica.
No dia da Assunção de Maria, em 15 de agosto de 1038, o rei Estevão
I morreu. Logo, passou a ser venerado pelo povo húngaro, que fez do
seu túmulo local de intensa peregrinação de fieis, que iam
agradecer ou pedir sua intercessão para graças e milagres. A fama
de sua santidade ganhou força no mundo cristão, sendo incluído no
Livro dos Santos em 1083, pelo Papa Gregório VII. A festa de Santo
Estevão da Hungria, após reforma do calendário da Igreja de Roma
passou as ser celebrada no dia 16 de agosto, um dia após a sua
morte.
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