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Foi através do padre Bartolo Zinelli, durante o período
que morou em Veneza entre 1794 e 1797, que Eugênio teve contato concreto
com a vida de fé. E ao retornar para a França em 1802, então com vinte
anos de idade, amadureceu a idéia de ingressar para a vida religiosa,
seguindo sua vocação primeira. Em 1808, entrou no seminário de São
Sulpício em Paris, recebendo a ordenação em Amiens, três anos depois.
Retornou para sua cidade natal, dedicando seu apostolado à pregação.
Levou a Palavra de Cristo aos camponeses pobres, aos prisioneiros e aos
doentes abandonados, à todos dando os Sacramentos como único meio de
recompor os valores cristãos, num momento novo para o país tão
desgastado e sem rumo. Outros padres se juntam à ele nessa missão, por
isso decidiu em 1816, fundar a "Sociedade dos Missionários da Provença",
que depois mudou o nome para "Oblatos de Maria Imaculada",
recebendo todas as aprovações da Igreja.
Eugênio foi então nomeado vigário geral da diocese de Marselha, da qual
depois foi nomeado bispo, cargo que exerceu durante trinta e sete anos.
Foram muitos os problemas com as autoridades que governaram Paris, com a
elite social e até com alguns membros eclesiásticos que não concordavam
com as regras de vida em comum, estabelecidas por ele.
Mas o povo pobre o queria, amava e respeitava. Assim continuou governando
a diocese e os Oblatos, que se desenvolveram e foram pregar a Palavra de
Cristo fora dos domínios da Europa, nos Estados Unidos, Canadá e México,
depois também na África e na Ásia, levando esse carisma missionário da
congregação.
Eugênio de Mazemod morreu no dia 21 de maio de 1861, na sua querida
Marselha. Muitas foram as graças atribuídas à sua intercessão. O Papa
João Paulo II o declarou santo em 1995. A solenidade contou com a presença
de representantes dos sessenta e oito paises onde os Oblatos, já estavam
fixados.
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