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Leiria-Fátima, Portugal, no dia 11 de junho de 1908.
Ainda pequeno acompanhou, com sua irmã Jacinta e sua prima Lúcia, também
crianças, as aparições de Fátima, onde aprendeu a conhecer e a louvar
a Deus e à Virgem Maria.
Em 13 de maio de 1917, enquanto pastoreavam o rebanho, eles tiveram a graça
singular de ver a Santíssima Mãe de Deus, na Cova da Iria que, por desígnio
divino, veio à procura dos pequeninos privilegiados do Pai. Fala-lhes com
voz e coração de mãe e convida-os a rezarem pelos pecadores e pela
conversão da Humanidade. Foi então que das suas mãos maternas saiu uma
luz que os penetrou intimamente, sentindo-se imersos em Deus. Mais tarde,
Francisco, um dos três privilegiados, exclamava: "Nós estávamos a
arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos". À Francisco,
o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que
penetrara no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus se dera a
conhecer, tão triste, como Francisco dizia.
A vida de Francisco e das meninas sofre uma transformação radical;
certamente não comum para suas idades. Entregam-se a uma vida espiritual
intensa, em oração assídua e fervorosa, chegando a uma verdadeira
comunhão com o Senhor. Caminham para uma progressiva purificação do espírito,
através da renúncia aos próprios gostos e até às brincadeiras
inocentes de criança.
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Francisco Marto
Bem-aventurado
1908-1919
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