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Francisca, embora decepcionada, nunca desistiu desse sonho. Passado o
tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o
quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou:
"Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto
feminino para esse fim, funde um". Foi exatamente o que ela fez. Com o auxílio do vigário, em 1877 fundou o
Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus,
que colocou sob a proteção de Santo Francisco Xavier Ainda obteve
o apoio do Papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de
Francisca: "o Ocidente, não o Oriente como fez São
Francisco". Era o período das grandes migrações rumo às Américas
por causa das guerras que assolavam a Itália. As pessoas chegavam
aos cais do novo mundo desorientadas, necessitadas de apoio,
solidariedade e, sobretudo, orientação espiritual. Francisca
preparou missionárias dispostas e plenas de fé como ela, para
acompanhar os emigrantes em sua nova jornada. Tinham o objetivo de
fundar nas terras aonde chegavam, hospitais, asilos e escolas que
lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.
Em trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou
sessenta e sete casas na Itália, França e nas Américas, inclusive
no Brasil. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela
"pequena e fraca professora lombarda", que enfrentava
destemida as autoridades políticas, em defesa dos direitos de seus
imigrantes, nos novos lares.
Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, em
22 de dezembro de 1917, nos Estados Unidos. Solenemente o seu corpo
foi transportado para Nova York, onde o sepultaram na capela anexa
à Escola Madre Cabrini, para ficar mais próxima dos imigrantes.
Canonizada em 1946, Santa Francisca Xavier Cabrini é festejada no
mundo todo no dia de sua morte como padroeira dos imigrantes.
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