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Em outra passagem, João nos conta que foi Filipe quem
perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como
faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães. Também, noutra
ocasião, quando se aproximaram dos apóstolos, alguns gregos que queriam
ver mais de perto Jesus e recorreram diretamente à Filipe. Então, junto
com André, transmitiram o pedido à Cristo que os atendeu com benevolência
(Jo 12 ,21-23).
A última intervenção dele aconteceu durante a última Ceia. Os apóstolos
escutavam atentos as palavras de despedida do Mestre, quando Filipe lhe
pediu um esclarecimento: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos
basta". Jesus respondeu: "Filipe há tanto tempo que convivo
convosco e ainda não me conheceis? Quem me viu, viu o Pai. Não crês que
eu estou no Pai e o Pai está em mim?" (Jo 14,8).
Nada sabemos dele depois da Ressurreição. Segundo a tradição ele foi
enviado para pregar o Evangelho na Ásia Menor, onde patrocinou um fato
prodigioso. Filipe teria sido obrigado a reverenciar o Deus Marte, lhe
acendendo um incenso. Naquele instante surgiu de trás do altar pagão uma
cobra, que matou o filho do sacerdote-mór e mais dois comandados seus.
Mas, o apóstolo com um gesto os fez ressuscitar e matou a cobra. Este e
outros milagres de Filipe foram responsáveis pela conversão de muitos
pagãos ao cristianismo.
Não se sabe exatamente como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável
é que tenha sido crucificado em Gerápolis, no tempo do imperador
Domiciano ou talvez Trajano, aos oitenta e sete anos. Suas relíquias
foram transportadas num dia 3 de maio e colocadas na igreja dos Apóstolos
em Roma, junto com as de São Tiago, o Menor. Por isto, São Filipe é
celebrado neste dia.
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