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Foi à Monte Senário pediu admissão nos Servos
de Maria, onde ingressou em 1254 como irmão leigo, destacando-se
logo pela retórica. Certo dia do ano 1258 estava em companhia de um
sacerdote e o prior, quando encontraram dois dominicanos no caminho.
Conversaram um bom tempo e Filipe discursou com tanta desenvoltura,
sabedoria e eloqüência, que nesse mesmo ano foi ordenado
sacerdote.
Em 1262, foi nomeado professor de noviços e vigário assistente de
Prior Geral. Por voto unânime, em 1267, foi eleito Prior Geral da
Ordem dos Servitas. Quando o Papa Clemente IV morreu, no ano
seguinte, Filipe foi proposto como candidato à cátedra de Pedro,
mas se retirou para as montanhas, onde se ficou por algum tempo.
Mas, sob sua direção os frades servitas se expandiram rapidamente
e com sucesso. Participou do Concílio Ecumênico de Lion, em 1274,
na França. Era um conciliador, sua pregação talentosa e eficiente
trouxe frutos benéficos para a Ordem e para a Igreja.
Atuou a pedido de Roma, para promover a paz na acirrada disputa
entre duas famílias dominantes de Forli, cidade do norte da Itália,
em 1283. Eram os guelfos apoiando os pontífices e os gibelinos, os
imperadores germânicos. Alí Felipe recebeu um tapa no seu rosto,
do jovem gibelino, Peregrino Laziosi. Filipe aceitou o golpe. O
jovem, mais tarde se arrependeu. Foi ao sem encontro, pediu
desculpas e ingressou na Ordem. Peregrino se tornou tão humilde e
caridoso para com o povo, que se tornou um dos Santos da Igreja.
Segundo os registros da Ordem e a tradição Filipe gozava da fama
de santidade em vida.
Morreu em 22 de agosto de 1285 na cidade de Todi, quando voltava
para Roma. Foi canonizado pelo Papa Clemente X, em 1617. Suas relíquias
estão sob a guarda da igreja Santa Maria das Graças, em Florença,
sua cidade natal. A memória de Santo Filipe Benício é celebrada
no dia 22 de agosto. Algumas localidades comemoram no dia seguinte,
devido a festa da Santa Virgem Maria Rainha.
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