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O imperador, cada vez mais cego pelo ódio mandou
flecha-la, mas as flechas voltaram e mataram os arqueiros; então
ele mandou joga-la no rio Tibre com uma âncora no pescoço, veio um
anjo e cortou a corda. Diante disto, o tirano ordenou que ela fosse
decapitada. E assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia
10 de Agosto, numa sexta-feira às três horas da tarde como seu
Divino Esposo Jesus". Este relato está no livro "Revelações",
de Madre Maria Luiza de Jesus, fundadora da Ordem Religiosa das
"Irmãs da Imaculada e de Santa Filomena".
Entretanto, o corpo de Santa Filomena só foi encontrado nas escavações
das Catacumbas de Priscila, em Roma, no dia 25 de Maio de 1802. A
sepultura estava intacta, fato realmente raríssimo, e foi aberta na
presença de autoridades civis, religiosos da Igreja e peritos
leigos. Durante estas escavações ainda encontraram: três placas
de terra-cota, com as seguintes inscrições: "Paz te Cum Fi
Lumena", ou seja "Paz esteja contigo Filomena". O
caixão tinha os entalhes de uma palma, três flechas, uma âncora,
um chicote e um lírio, indicando a forma de seu martírio e morte.
Dentro dele, estavam as relíquias do corpo de uma jovem e um
pequeno frasco com um líquido vermelho ressequido. Os peritos
verificaram que o corpo era de uma jovem com cerca de treze anos,
que tinha o crânio fraturado e que teria vivido no século IV.
Assim, finalmente, foram encontradas as relíquias da jovem mártir
Santa Filomena, que ficaram sob os cuidados da Igreja Católica.
Estas relíquias foram transferidas para a igreja de Nossa Senhora
das Graças, em Nápoles. E ali muitas graças e milagres foram
alcançados por intercessão da Santa, bem como ocorreram em muitas
outras partes do mundo cristão.O seu Santuário se tornou um centro
de intensa e freqüente peregrinação.
O dominicano Monsenhor Mastai Ferretti, que se tornou o Papa Pio IX,
em 1849, foi ao Santuário de Santa Filomena, em Nápoles. Celebrou
uma missa na igreja em agradecimento à graça e intercessão da
Santa, que o curou de uma doença grave. Outros pontífices se
declararam fiéis devotos de Santa Filomena. Inclusive o Papa Leão
XII que a proclamou "A grande milagrosa do século XIX".
Foi o Papa Gregório XVI, que a nomeou "Padroeira do Rosário
vivente" e escolheu o dia 11 de agosto, para a sua festa.
Entretanto, as seqüências dos estudos e descobertas posteriores
mostraram que a sepultura de Santa Filomena havia sido utilizada, ao
longo dos séculos, para abrigar outros mártires. Diante desta
conclusão a Igreja, durante a reforma universal dos ritos litúrgicos
em 1961, suprimiu-a do calendário. Mas os reconhecimentos oficiais
dos milagres por intercessão de Santa Filomena, a legião de fiéis
e peregrinos, inclusive a devoção particular de Papas e muitos
Santos, continuam dando vida à esta celebração como marca da
grande e intensa manifestação de Fé que o povo tem pelo Redentor.
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