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Diocleciano foi imperador de grande energia, estadista
de rara habilidade e inteligência, mas se tornou um fanático inimigo da
Igreja. Desencadeou a mais longa e duradoura perseguição contra ela, na
intenção de varrer todos os vestígios do cristianismo. Contava, para
isto, com a ajuda de seu genro Galério, colega nas armas e no domínio do
Império.
Foi dele o decreto que proibia qualquer tipo de culto cristão. Exigia que
todos os livros religiosos, começando pela Bíblia Sagrada, fossem
queimados e ampliou a perseguição para dentro do seu próprio exército.
Os soldados eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao imperador
e levar oferendas aos ídolos, sob pena de morte.
Muitos militares recusaram obedecer a ordem do imperador e foram
executados. Um deles foi Floriano, acompanhado por mais quarenta
companheiros. Eles se apresentaram ao comandante Aquilino do acampamento
de Lorch, Áustria, para comunicar que eram cristãos e que não poderiam
servir ao exército do imperador. Por este motivo foram presos.
Durante o processo de julgamento nenhum deles renunciou a fé em Cristo.
Foram condenados a serem jogados no rio Ens, com uma pedra amarrada no
pescoço. A sentença foi executada, no dia 04 de maio de 304. O corpo de
Floriano foi recolhido por uma senhora cristã, que o sepultou. No século
VIII, sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio
Romano, que manteve esta data para a festa litúrgica.
No local da sua sepultura construíram um convento beneditino. Mais tarde,
passou para os agostinianos, que difundiram a sua memória e de seus
companheiros. O seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na
Alemanha, onde os fiéis recorrem à ele pedindo proteção contra as
inundações. Por esta sua tradição com a água, ao longo do tempo São
Floriano se tornou o protetor contra os incêndios e padroeiro dos
bombeiros.
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