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Mas, suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação
religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado
para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica.
Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e
respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.
Se não bastasse sua humildade, piedade e
caridade, para atender às necessidades do seu rebanho, Galo
protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados,
foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava
transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de
Galo teriam aplacado as chamas que se apagavam na medida em que ele
rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de
morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção
de Galo, o fiel ficava curado da doença.
Ele morreu em 01 de julho de 554, causando forte comoção na população
que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e
necessidade, antes mesmo que sua canonização fosse decretada. Com
o passar dos séculos São Galo, foi incluído no Livro dos Santos
da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua
morte como quer a tradição cristã.
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